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Por cá...

Por cá...

Fashioncoisas - Parte 2

Há umas semanas, num passeio de compras com uma amiga, acabei por comprar um vestidinho que achei perfeito para o baptizado. Amoroso, simples, com uma cor bonita e que assentava muito bem. Comprei ainda umas sandálias que, além do preço simpático, me pareceram perfeitas e confortáveis para o dia. Mas depois, assim em jeito de ultima hora e dpois de experimentar os 2 vestidos, acabei por gostar mais de me ver com o azul, dado o meu tom ainda demasiado pálido nesta altura do ano.

Assim, tirando as sandálias novas compradas para a ocasião, tudo o resto foi com coisas que já tinha em casa (e o que eu adoro isto... faz-me perceber que até faço boas compras).

Brincos simples da Parfois oferecidos pela minha irmã no Natal, pulseira já antiga comprada aqui numa loja local, a carteira emprestada pela mana e o vestido já com anos no meu armário. Fui dar um jeito ao cabelo e fiz a maquilhagem em casa. Acho que nem me safei mal. 

Ficam as fotos para a posterioridade :)

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 O resto do dia correu muito bem. O local era lindo (Fiquei apaixonada por Guimarães) e adorei a festa pois claro. 

 

Fashioncoisas

Fui convidada para uma cerimónia daqui a 3 semanas. É uma coisa simples, familiar, mas num espaço muito bonito, numa cidade ainda mais bonita (Guimarães) e como tal, sendo eu uma gaja com o seu quê de vaidosa, queria ir também muito bonita.

A questão aqui é que no roupeiro, só me ocorre um vestidinho que podia adaptar à cerimónia e que me poderia ficar bem, dada a minha nova silhueta. Mas... e calçado? Tenho saltos altos - não tendo uma barriga muito grande para as semanas de gestação que levo, a verdade é que não sei se vou aguentar muito tempo com eles calçados - e calçado raso demasiado casual...  Gente: encontrar calçado com salto confortável e bonito é um verdadeiro desafio. Ainda para mais quando a carteira me condiciona. 

O vestido em si, sendo muito bonito, é um pouco fino e por isso também vou estar condicionada pelo tempo que fará no dia. Usando a cinta e a meia de descanso (ah, o glamour da gravidez dava outro post) tenho receio que se note por baixo do mesmo (sendo fino, pode tornar-se um pouco transparente com o uso de roupa interior desadequada)... vai daí resolvi procurar uma alternativa aí pelas lojas que fosse gira e baratinha.

 - Folhos, folhos, folhos e mais folhos... sinto-me uma piñata - e cortes demasiado largos - a sério, se já tem dias em que me sinto redonda..

 

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o vestido em si é este... antiguinho eu sei. Mas para já, é a opção que me faz mais sentido.

Isto de ser pobre, grávida e fashion, tudo ao mesmo tempo, é uma coisa dificil de gerir

opiniões e sugestões aí desse lado há? Vá lá, tornem este blog um pouco util, :P

Enquanto houver estrada para andar

Eu não quero, de todo que este blog se torne (apenas) um muro de lamentações, mas infelizmente isto acaba por acontecer de forma alheia à minha vontade. Porque este canto me serve mesmo é para desabafos e para deixar sair aquilo que no dia a dia vamos guardando e abafando no meio das rotinas e dos 'está tudo bem, obrigado' que vamos respondendo a quem se cruza... 

Na passada segunda-feira deixei-me literalmente ir abaixo. Por estar farta e por não ver, apesar de todos os sacrificios, um fim para esta alhada em que me meti para ajudar alguém que afinal tinha mais apoio e ajuda do que eu e que de gratidão sabe muito pouco.

Porque, quando eu acho que finalmente a maré começa a baixar, eis que se levanta uma tempestade qualquer e aparecem novos problemas. Mais uma carta no correio. Mais um telefonema, mais qualquer coisa que me relembra que não, ainda não posso baixar ou descansar sequer os braços. 

Na segunda-feira uma amiga e eu tínhamos combinado um cinema. Coisa simples que à segunda-feira até é mais barato. Na loucura jantavamos no centro comercial uma porcaria qualquer, punhamos a conversa em dia e quebravamos a rotina... mas não pude. Tive que refazer orçamentos, contas e optei por desmarcar. Nos entretantos cai-me mais um problema em braços e eu percebo que esta cedência que acabei de fazer, apesar de acreditar que será temporária e que em breve vou poder ir com a minha amiga ao cinema quando quiser, não será em tão curto espaço de tempo. Que afinal, os três anos volvidos de luta e batalhas e esforços e sacrificios não foram (ainda) suficientes... senti um cansaço e uma frustração enormes invadir-me. Quebrei.

Perguntei-me milhentas vezes o que estava a fazer de errado, refiz os meus gastos e contas dos ultimos meses e não sei. Não sei mesmo...

Sei que, enquanto houver estrada para andar, eu não vou parar... mas às vezes custa tanto. Os ventos e mares às vezes são tão violentos...

 

Guilty pleasure

O meu novo guilty pleasure é mesmo o novo [salvo seja, que já conta com uns episódios] programa da TVI. Logo eu que já não ligava a tv na TVI há uns anos sem exagero... 

Pesadelo na cozinha... oh pá, sou só eu que acho que este Ljubomir tem uma pinta do carago?!

 

 

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Coisas que ninguém nos diz

Toda a gente já me falou do desconforto da barriga grande que hei-de ter. Do peso nas pernas que vou sentir. Do corpo que muda e dos sutiens que vou ter que usar. Dos cuecões. Das cintas e mais um rol de coisas...

Do que não me falaram a mim foi desta fase do meio termo. Sou magra e continuo a ser magra embora a barriguinha já se comece a notar, por isso a roupa de sempre já se começa a tornar desconfortável; no entanto, ainda não tenho chicha e tamanho suficiente para me enfiar dentro de roupa de grávida.

 - Os sutiens para grávidas e de amamentação são enormes e mesmo os tamanhos mais pequenos ficam-me grandes. E o mesmo acontece com as calças de grávida. Posto isto, decidir o que vestir para sair de casa para trabalhar todos os dias começa a tornar-se dificil

 

Lá diz o povo...

Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz VIVER

 

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Ontem acordei cedo. A pausa em época de Páscoa do ATL onde trabalho deu para ter algum tempo livre que tento aproveitar da melhor forma.

Caminhadas pelo passadiço na praia, uns minutos de sol e uns salpicos de água salgada deram para eu revitalizar o corpo e a mente. E o que eu precisava disto meu Deus. Deu para esquecer um pouco as chatices do dia a dia.

Chegada a casa, passei pelo supermercado para umas compras necessárias, duche e almoço rápido, troca de roupa, baton vermelho cor vida e siga para o escritório para retornar à rotina. 

Mas este retorno à rotina é tão melhor quando estamos carregadas de Vitamina D e boa disposição :)

 

 

 

Sonhos

Há cerca de 3 anos atrás, para ajudar uma pessoa que na altura me era muito especial, tomei decisões que hoje não tomaria. Viviamos juntos e eu encarei os problemas de um como sendo dos dois e por isso assumi parte deles. A relação entretanto acabou e eu fiquei com o peso dessas decisões. Transtornos financeiros bem complicados que eu vou tentando resolver aos poucos. Daí os orçamentos apertados, os empregos vários e os 7 dias da semana a trabalhar. Quando as coisas falham, o que é comum, dado que infelizmente os valores ainda são altos, a frustração aparece. Normal, eu sei.

Entretanto, no outro dia, uma pessoa disse-me que lhe tinham desabafado que no meio de tantos apertos financeiros e com a escassez de dinheiro perdera até a capacidade de sonhar. 

Eu entendi isso. Mas não me revejo nesta postura.

Eu, apesar das dificuldades (e muitas delas vão além do que pensam), continuo a sonhar que um dia vou estar bem. Irei de férias, irei à costa de Itália com o L. A Barcelona. A muitos lugares. Um dia vou poder ir a um restaurante sem me preocupar com o que vou gastar por me fazer falta para outrás despesas. Vou sentar numa esplanada e almoçar sem culpas. Vou poder mimar-me e comprar um presente a mim própria sem encarar isto como uma futilidade. Vou poder escolher a cor e o corte de cabelo como realmente quiser e sem pensar se depois a manutenção será dispendiosa... 

Porque, caso contrário, o que é que me restaria?

Se eu não acreditar que todo este esforço e toda esta privação vão um dia, valer a pena, então além das dividas, o que é que me resta? O que sobra além do cansaço?

O que é que eu um dia vou ensinar à criança que trago? Que por muito que trabalhe não pode sonhar? Não vale a pena idealizar?

E por isso, todos os dias eu faço por acreditar que já faltou mais. Que um dia isto tudo vai passar.

E faço por não deixar nunca que me rebentem os balões. 

 

Mistérios desta vida

O que levará uma pessoa, com quem claramente nunca nos demos bem; com quem, inclusivamente temos assuntos que nunca ficaram devidamente resolvidos (porque nunca houve vontade de parte a parte, diga-se) e nunca houve mais do que trocas de sorrisos amarelos por uma cortesia forçada, a pedir-nos amizade no facebook?!