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Por cá...

Por cá...

expectativa vs realidade

Durante estes fins de semana, e dado que o homem trabalha aos sábados, saí algumas vezes com uma amiga minha, também ela recém mamã. Como é normal, a maior parte do tema de conversa é a maternidade, trocamos ideias, opiniões e afins... Um dos ultimos temas de conversa foi o que aprendemos no curso de preparação para o parto e a realidade. Em muitos aspectos, aquilo que nos é dado nestas aulas, não é depois aplicavel na prática.

Dada a depressão que me diagnosticaram em 2015/2016 e o facto de ser uma pessoa por norma bastante ansiosa, tive muito medo da tão falada depressão pós-parto. 

Durante a gravidez ouvi de tudo: coisas que correram muito bem, outras que correram mal e por não ter criado qualquer expectativa, acho que as coisas me correram bem, por isso mesmo.

Em relação à amamentação, a forma como a transmitem nesses cursos é demasiado fundamentalista na minha opinião, com ideias muito complicadas de por depois em prática. E em relação ao parto idem. e isto, quando se apanha uma mãe mais insegura que não saiba filtrar bem as coisas, pode tornar-se bastante perigoso.

Acho importante toda a informação e nunca a mesma peca por excesso, mas acho que as coisas podiam estar mais adaptadas à realidade.

Quando estava na sala de expectantes à espera que a amorinha nascesse, as dores foram-se intensificando até eu chamar uma enfermeira. Perguntou-me logo se não tinha aprendido no curso formas de alivio da dor. Que tinha que por em prática o que aprendi... Ora, eu até ia caminhando, mas ali, fechada naquela sala, presa à cama com o ctg ligado não dava. Nem isso, nem a bola de pilates. O parceiro não podia entrar por isso a massagem estava fora de questão e já nem falo da banheira ou do duche... pois! 

Em caso de rebentarem as águas, segundo o curso, não há necessidade de irmos logo ao hospital... ora, após me rebentar a bolsa, fiz tudo como aprendi: comi alguma coisa leve, duche, preparei as coisas cuidadosamente e fui com calma ao hospital. Chegada lá, levei com a conversa que devia ter ido logo, mal as águas rebentaram (estava no supermercado, ainda fui pagar as compras toda molhada... pela primeira vez ninguém me ignorou na fila, ah ah ah).

Estes são só alguns exemplos, mas em conversa com essa amiga, notamos outros. E infelizmente conheço outros casos de mães que desesperam porque as coisas não lhes correm como aprenderam. Uma delas teve bebé em Julho e não sai de casa desde então... outra está em depressão por causa da culpa de não conseguir amamentar. 

Fundamentalismo nunca é bom, com bebés então ainda menos. Não são todos iguais. Nós, mães, não somos todas iguais... nem tudo funciona connosco de forma igual ao vizinho do lado e é importante aceitarmos isso. Que o nosso bebé não é perfeito (por muito que assim nos pareça), e nós também não. E não há mal nenhum nisso.

 

3 meses

No passado dia 11 o meu docinho fez 3 meses.

Sobrevivemos ao primeiro trimestre e eu continuo apaixonada por isto que é a maternidade. Agora percebo todos aqueles clichés que ia desdenhando até então... :)

Sorri muito a Infanta. Tem uns olhos enormes e expressivos e uma boca tão perfeita que todos dizem parecer ter sido desenhada a lápis. Adora musica e por maior que seja a birra, a mesma quase sempre acaba na hora em que a musica começa. 

O meu colo é o melhor e eu gosto de acreditar que me entende quando falo com ela. Geralmente olha-me atenta e sorri em resposta. 

Dorme a noite toda. Sempre dormiu. 

Começa a agarrar nos objectos e por ser muito curiosa é uma delicia vê-la a tentar chegar com a mãozinha a todo o lado. É simpática e bem disposta, por norma distribui sorrisos a quem lhe falar... vai a qualquer colo mas não me larga com os olhos. 

Andei a adiar este post por ser mais um cliché, mas a verdade é que não há como fugir... a minha amorina está a crescer e eu estou de dia para dia mais apaixonada.

No shopping

Na sequência de uma demissão de um emprego tido como certo e estável, vem a necessidade de poupança e controlar gastos. De há uns tempos para cá, tenho tentado reduzir alguns gastos e fazer uma poupança. A ideia é organizar as minhas finanças e ter um pé de meia para a eventualidade de alguma emergência surgir. 

O principal gasto foi na roupa/ sapatos/ acessórios/ maquilhagem... enfim. Coisas de gaja. Já fui mais consumista e passei mesmo pela fase do ''estou mesmo a precisar de uma blusa igual a esta'' ou ''um vestido destes dá com tudo e é intemporal, nem é uma compra, é um investimento!!'' Sério!! 

Agora sou mais ponderada e confesso até que não tenho a minima paciência para andar de loja em loja, sinto-me cansada e pesada no centro comercial, compras online geralmente ficam a meio porque não tenho pachorra para andar de clique em clique... enfim. 

Continuo vaidosa e gosto de me arranjar, volta e meia lá compro um mimo para mim, mas agora isto acontece com muito pouca frequência. 

[Este fim de semana dei uma volta pelos saldos... gastei tudo com a Infanta. Não resisto a um folho! E as recentes colecções ajudam muito na poupança - entre mangas de balão, camisolas sem forma e enormes, bordados a imitar os paninhos da loiça do antigamente, casacos e fatos que parecem o pijaminha de cetim e o robe dos anos 90 e os chinelos de pêlo com orelhinhas, é muit fácil não gastar um tostão em nada...]

Mas o objectivo deste post é exactamente esse: as vezes em que me mimo. Sem precisar.

Esta semana, após um passeio pelos saldos sem ver NADA que gostasse, acabei por comprar um casaco. Não custou uma fortuna e é giro e quentinho, confortável e dá um jeitaço neste tempo de chuva... Mas a verdade é que eu não precisava do casaco e trouxe-o apenas porque sim. E estou irritada com isso. 

Confesso até que andei de um lado para o outro à procura de alguma coisa, uma coisa qualquer para comprar. Estupido eu sei... e agora sinto-me até meio culpada.

Mas adiante... uma das resoluções para 2018 é mesmo a redução deste tipo de compras. A verdade é que desde que o comecei a fazer, a minha relação comigo mesma até mudou para melhor: sinto-me bem com o que visto (ainda que não apareça em blogs de moda), tenho mais espaço em casa, quase que não tenho a sensação de que não tenho nada para vestir, ganhei mais apreço pelas minhas coisas... e a culpa por ter gasto x€ naquela peça quase que desapareceu (quase, porque situações como as que contei ainda acontecem).

Por isso lá está: vou tentar reduzir ainda mais o meu consumo por esses itens. Vou dando o feedback por aqui ao longo dos dias. 

 

Ideias e projectos para 2018

2017, com a gravidez foi um ano quase sabático. Engravidei logo no inicio do ano e a bebé nasceu no fim. Os ultimos 2 meses foram com ela em casa e por enquanto assim continuo, a aproveitar estes dias e sem qualquer pressa que a licença acabe.

Mas a verdade é que também já começo a sentir falta de sair de casa, de ter um emprego, horários, rotinas... digamos que estou completamente dividida nos meus sonhos. Se por um lado a rotina e um emprego fixo me começam a fazer falta, por outro a ideia de não ter horários e poder estar em casa com a minha menina é como um oásis no deserto. 

De qualquer forma, existem algumas coisas que eu gostava de fazer entretanto, com o inicio do novo ano, é inevitável não pensarmos em projectos novos, e o gosto pelo artesanato e os Diy's que começaram na gravidez têm funcionado como um espécie de terapia, mantendo-me ocupada e focada em algo ao mesmo tempo que me relaxam, por isso gostava de aprofundar mais a coisa. Workshops, mini-cursos... vou procurar e por a hipotese em cima da mesa.

 

Em 2015, após o grito do Ipiranga e da demissão do meu anterior emprego, decidi lançar-me por conta própria. Não é um projecto que eu queira deixar para trás, mas confesso que a área em questão tem sofrido alterações e eu sinto-me muito desmotivada. Quase que não reconheço a forma de estar e de trabalhar nas entidades, contudo, pretendo continuar, acreditanto que é apenas uma fase, consequência do mercado. Apesar disso, vou tentar investir noutra área, uma da qual me desviei no tempo em que estudava. wish me luck

 

 

 

 

 

Faltam 5 dias para o Natal...

E então como vai tudo por aí Ângela Sofia? 

Não vai.

Zero prendas compradas. Nenhuma. Zero. Zerinho. Nicles batatóides...

 

Então, mas já tens uma ideia do que vais comprar a cada pessoa não já?

Errrrr.... Nem por isso. 

 

Estou a tentar não entrar em pânico. Já vi que fechar os olhos e acreditar com muita força que o Pai Natal é real e que vai trazer os presentes não funciona. 

 

Cenas e assim

Hey pipól, tudo bom?

Ando desaparecida eu sei. Exigências da maternidade, vocês sabem como é, né?

Aqui a amorinha está quase quase a fazer 2 mesinhos. Se por um lado acho que o tempo passa a voar, por outro parece que ela sempre fez parte da minha vida. 

Vai alternando entre o docinho que é e um pequeno Gremlin de vez enquando. Dá os primeiros sorrisos (os conscientes, que sorrir a dormir faz desde que nasceu), e começa já a esticar a cabecinha para nos procurar ou para seguir os sons.

Eu ando absorvida nisto que é a maternidade e por isso tenho vindo muito pouco aqui, e quando venho é mais para ler o que se escreve, daí a ausência de posts.

Ando também é naquela fase de fecho de ano, sabem como é? Em que começamos a fazer um balanço do que foi 2017 e do que será 2018. Talvez por causa do nascimento da amora, gostava de traçar algumas metas e objectivos, mais para pôr alguma ordem nos dias do ano que aí vem, já que este que passou, não foi nada daquilo que estava traçado para ser (mas foi bem melhor claro). 

A chegada da época de Natal, com todos os afazeres que traz, pelo menos a mim que adoro a quadra (ainda por cima, este ano com todo um saborzinho diferente), também me vai mantendo entretida (sim, entre fitas, embrulhos, cólicas, fraldas e decorações, lá vou passando estes dias.

Nao estranhem... I'll be back... quanto mais não seja para descarregar as frustrações que por vezes assolam esta jovem mãe de primeira viagem.

 

Metas #2

Por falar em 2018 e em metas... lembram-se deste post do ano passado?!

Vamos então analisar:

  • Acordar todos os dias às 8h. Desta forma consigo entrar às 9h no escritório. - Hahahahahahaah
  • Poupar 10€ todas as semanas - Quase check! Precisei do dinheiro para pagar uma conta. Mas também era esse o objectivo da poupança.
  • Não ultrapassar o valor estipulado para lazer (onde incluo cinema [ai os óscares], jantares, cafés, lanches com as amigas...) - Check! Consegui até gastar menos em algumas vezes... 
  • Não ultrapassar o valor estipulado para cuidados pessoais (cuidados femininos gente, daqueles que não consigo fazer em casa - manicure, depilação, coisas dessas, sou uma naba do que diz respeito a isto, por isso mais vale ir logo a quem sabe e ter minimamente bom aspecto) - Idem idem, aspas aspas...
  • Acabar o livro que ando a ler [não falta muito, mas assim não me desleixo] - Nem me lembro de qual era o livro... 
  • Dormir pelo menos 8h por dia [isto porque mantenho ainda 2 dos outros empregos e não convém que eu me arraste por aí de cansaço] - Again, ahahahahaha... Bem, deixei os outros dois empregos: O ATL no final do ano lectivo anterior e o ginásio aos fins de semana aos 8 meses de gravidez. 

 

 

2017

2017.jpg

 

2017 está a chegar ao fim e como é normal, começo a fazer os habituais rescaldos do ano. Muito longe de ser um mau ano, foi um ano anormal. 

Passei-o grande parte grávida e fui mãe. E isso obviamente fez o meu ano. Mas houve mais.

Descobri interesses novos, como os DIY's e afins - chegam-me a ser uma terapia, acreditem. Percebi finalmente o verdadeiro significado de gratidão e de como a vida é generosa connosco quando nos predispomos a olhar com atenção e a agradecer. Aprendi a valorizar mais o que tenho e a encontrar prazer nas pequenas coisas do dia a dia - parece cliché, mas é verdade.

E comecei a cuidar de mim e a dar-me tempo sem culpas e sem pensar que esse tempo e dinheiro dispendido comigo eram superfulos. 

 

No meio disto tudo, houve também partes menos boas digamos assim. Duvidas. Perdas. Desapegos meio forçados, inseguranças...

Durante todo o ano de 2017 tive (tenho!) duvidas sobre o caminho profissional que escolhi. Pensei (e penso) inumeras vezes em desistir e procurar outra coisa para fazer. Ando desmotivada e desinteressada, embora por outro lado, tenha uma vontade enorme de me relançar (tão estranhos estes dois extremos existirem ao mesmo tempo).

Passei por sufocos em que me valeram as grandes amizades que fiz ao longo da vida - e cá está: se há algo de muito valioso que tenho, são os amigos aos quais sou infinitamente grata. 

Pelo meio de 2017 ficaram também outras pessoas, que percebi não acrescentarem muito aos meus dias. Sem pesos ou culpas. Apenas com gratidão pelo caminho que fizemos juntos, pelo que vivemos e aprendemos, mas com a consciencia de que os laços que insistiamos em manter, já não faziam muito sentido. 

 

Agora começo também a pensar no ano que aí vem. Há muito que me deixei de fazer listas de resoluções de ano novo, mas após passar um ano inteiro em modo de espera, sinto que em 2018 preciso mesmo de traçar algumas metas, definir objetivos, arrumar a vida e arrancar vá.

Fome

É fome claro!

A cura para todos os choros do bebé é fome. Toda a gente vê isso, menos a incompetente da mãe que não alimenta a criança. 

Acabada de lhe dar mama, depois do habitual arrotinho, deito-a na alcofa e ela chora. É fome!

A passear com alguém na rua... ''Temos que ir para casa porque tens que lhe dar de comer''. Não importa se explico que ela mamou bem antes de sairmos de casa e que isso foi há menos de meia hora... Tem fome! 

Pessoa oferece-se para olhar por ela enquanto eu vou a algum lado numa fugida... chego e é sentença certa: '' Choramingou um bocadinho. É fome e tu não estavas!'' - Enquanto isso a menina dorme profundamente, se fosse fome, sempre queria ver se adormecia assim, mas enfim... o que sei eu não é?!

Para cumulo, ao fim de uns dois dias complicados por aqui, com ela birrenta numa luta hérculea contra o sono, pessoa querida oferece-se para aparecer e ajudar. Chega e voit lá... Não será fome?!

Mas é claro... como é que em dois dias eu não pensei nisso!! Em dois dias eu deixei-a chorar de fome e tal motivo nunca me ocorreu... 

Gente, acreditem: as hormonas do pós parto, ao pé destes entendidos, é ''peaners''