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Por cá...

Por cá...

Organização doméstica e afins

Tento organizar algumas tarefas lá em casa de modo a facilitar-me o dia a dia. No entanto, quando se trabalha 7 dias por semana, há que fazer cedências e priorizar outras coisas. Falo inclusivamente de tarefas domésticas. 

Vou às compras à sexta-feira ao final do dia, de forma a ter tudo o que preciso durante a semana e não perder tempo no supermercado depois. Faço a ementa semanal, o que me ajuda a ir gerindo as coisas que tenho na despensa e no frigorifico e a gerir melhor a lista de compras (do género: se esta semana não está previsto cozinhar determinado produto, então não o compro no supermercado e poupo esse dinheiro) e a não perder tempo a pensar no que irei fazer para jantar/ almoçar. E tento, durante a semana, ir mantendo a casa organizada. Nem sempre consigo. Muitas vezes aliás não consigo e as coisas fogem-me do controlo. Porque houve um dia em que tinha planeado qualquer tarefa, mas aconteceu um imprevisto qualquer e a mesma teve que ser adiada, ou porque me esqueci de qualquer coisa ou mais um par de botas... ou mesmo porque estava demasiado cansada e esgotada e não tive cabeça nem força para fazer o que quer que fosse.

Aqui entrem os blogs e posts sobre organização e economia doméstica que vou lendo. A mim confesso que não me ajudam muito. Atenção que a organização e o comprometimento dos autores é louvavel e eu admiro muito quem faz toda essa gestão e planificação, mas a mim só me conseguem deixar mais frustrada. Porque eu não consigo fazer nada daquilo. Porque falho. 

Porque ao trabalhar sete dias por semana, na manhã livre que tenho, ou mesmo na tarde livre que tenho, a ultima coisa que quero é sentar-me a fazer listas de tarefas, agendar limpezas ou mesmo estar 2 horas encostada ao fogão. Porque depois de ter andado a correr entre dois empregos, ao final do dia, a ultima coisa que me apetece é estar a limpar a casa não sei quantos minutos por divisão em vez de me enroscar no homem e passarmos algum tempo a dois. Ontem, era um dia em que me sentia assim: um falhanço como dona de casa e mulher (após tantos sotiens queimados, nós mulheres ainda nos sentimos assim verdade?), porque tinha a cozinha desarrumada, a cama por fazer, porque a vontade de fazer o jantar era nenhuma e porque tenho uma pilha de merdas para arrumar nos quartos que anda a ser adiada... porque o carro tem que ir à inspecção. E tenho que o levar ao mecânico para tratar do oleo e da válvula do pneu porque sem isso ele não passa na dita e aimeuDeusacode-mequeeunãoseiquefaça... Mas depois respirei fundo. Aqueci a sopa que estava no frigorifico, pus a mesa, fui arrumando alguma loiça que estava na pia e jantei. Ele pôs a loiça na máquina e eu pedi-lhe que me tratasse do carro já que tinha a manhã livre. Adiantei o almoço para hoje e respirei. Aceitei que nunca vou ver o guru da organização doméstica e que o tempo que tiramos os dois depois, foi bem melhor do que ter passado o par de horas seguintes a limpar, arrumar ou cozinhar para a semana. 

Coincidências e reencontros

Desde há uns dias que vinha a pensar numa antiga cliente do meu anterior emprego, aquele do qual me demiti há cerca de um ano. Ontem, coincidência ou não lembrei-me de lhe ligar pelo aniversário, quando ele acontecesse, mal sabendo eu que seria hoje (bendito facebook).

A cliente em questão era uma Sra que tem mais ou menos a mesma idade que a minha mãe teria. Vive bem materialmente, mas notava-lhe alguma falta de outras coisas. Carinho e paciencia da filha, atenção do marido que mesmo sendo a boa pessoa que é, vive para o trabalho. Muitas vezes passava pelo escritório a perguntar se tinha 10 minutinhos apenas para um café. Ouvi-lhe alguns desabafos, acalmei-a de alguns medos quando diagnosticaram o tumor à filha e o contrário também foi acontecendo: fomo-nos ouvindo um pouco uma à outra. Há um ano, quando saí esgotada de um emprego que não me fazia feliz e já nem as contas me pagava, houve contactos que se foram distanciando. E esta senhora ia sendo um deles, desde há uns dias em que, sem saber porquê, me ia lembrando dela.  

Liguei-lhe hoje e senti que ficou feliz com o meu contacto. E eu fiquei ainda mais feliz, porque é tão bom sabermo-nos bem recebidos e acarinhados por alguém daquela forma. Fez-me prometer que iria aparecer para um café num dia destes e contou-me como tem sentido a minha falta, mesmo no trabalho.

As coisas não estão a correr bem, anda descontente com a empresa e que já a perderam como cliente. Que eu faço lá muita falta. Que era simpática, que ligava a resolver os problemas, que tentava tirar as duvidas na hora e mesmo quando não conseguia uma resposta que lhes agradasse, ao menos sabiam que eu tinha feito tudo. Contou-me uma outra peripécia de um desses problemas e enquanto eu a ia ouvindo, ia resolvendo o mesmo mentalmente. Um sinistro simples, com marcação de peritagem em tempo util e deslocação do veiculo sinistrado para uma oficina da rede convencionada tinham poupado todo aquele transtorno... 

Não me acho nada a ultima bolacha do pacote, nem tampouco fiquei feliz com que ouvi, mas confesso que me animou a prova de que não fui eu que falhei. Não fui eu a má profissional e muito menos a incompetente que durante todos os anos que lá trabalhou não mereceu o aumento e pior: o reconhecimento.

 

Sábado talvez lhe ligue e a convide para o pequeno-almoço. Confesso que tenho saudades dela :)

(Im)Paciência

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Preciso de abrandar. Ser mais calma, organizada, paciente... ao ler isto que acabo de escrever, parece que digo 'preciso de ser menos eu'. Mas não é isso.

Noto que ultimamente ando impaciente, sem conseguir parar para ouvir, sem me dar ao trabalho de responder, sem calma para coisa nenhuma. Basicamente não suporto nem tenho pachorra para pessoas. Algumas pessoas. As que respiram basicamente. E isso é mau. Porque eu sou pessoa e respiro (às vezes tenho que anotar na agenda mas adiante) e tem dias em que nem eu própria me suporto. 

Isto reflete-se depois em tudo: no trabalho em que não me apetece argumentar com clientes, em que o som do telefone incomoda; em casa com os que nos são mais próximos, na rua, numa simples ida a um café em que o empregado se engana no pedido e acabo por literalmente comer o que não queria só porque não estou com energia ou paciência para argumentar e a bem dizer qualquer coisa serve... E aqui temos mais um problema: Não, não é qualquer coisa que nos devia servir.

Ontem entrou no trabalho um cliente para fazer uma inscrição; perguntei se já conhecia as condições de adesão e respondeu que sim, que a minha colega já tinha falado com ele. Quando lhe passo a ficha para preencher:

- Mas tenho que preencher ficha de inscrição? Não me apetece escrever...

- O quê? Pré-pagamento? A sua colega falou-me, mas eu não acho bem. Não vou pagar.

- Não forneço referências, não quero fazer isso. (Nesse caso terei que lhe cobrar os X€ de oferta!) Porquê? 

Olha foda-se, porque é assim que funciona oh estupido de merda! Não fui eu que fiz as regras topas? O que é que não percebeste afinal? O regulamento é este, ou queres ou pões-te no caralho sim?! Para quem tem preguiça de pegar numa caneta para preencher no nome e a morada na caca de uma ficha de inscrição vens fazer o quê para um Club?! E se não queres pagar podes é por-te a andar e não me fazes perder tempo bale? Isso é que era de valor!! 

Respirei e fundo:

''Desculpe, este é o nosso regulamento, não tenho outra forma de o ajudar e compreendo não concorde, no entanto também não tenho autonomias para abrir qualquer tipo de excepção. Agradeço de qualquer forma o seu interesse e desejo-lhe um bom fim de semana.'' Foi isto que respondi. Com muito custo e a pálpebra a tremer de irritação. Por muito irritante que o homem seja (e que acabou por se inscrever - outra coisa que não entendo: tanto cócó para no fim se inscrever na mesma) lidar com pessoas faz parte do meu trabalho e do meu dia a dia.

Mesmo em casa, as relações dão trabalho, exigem paciência e cedências todos os dias, nuns mais do que outros, e o estado em que ando não ajuda muito. 

 

 

Segunda-Feira

E começa uma nova semana. 

O fim de semana foi bom, apesar do pouco tempo para descansar. Um sarau de dança oriental no sábado à noite depois de uma tarde de trabalho; almoço de familia no domingo, também depois do trabalho e um filme à tarde, no sofá. No fim um lanche ajantarado e a ida para a cama bem cedo que o corpo já pedia descanso.

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Começa hoje uma nova semana, desta vez melhor que o começo da anterior. Tarefas agendadas, objectivos novos a cumprir, encontros marcados e muita fé nos dias que aí vêm. 

 

 

Das pessoas na nossa vida.

Ás vezes dá-me para estas reflexões pronto. Falo das pessoas que temos na nossa vida. Algumas somos nós que escolhemos, outras aparecem-nos e vão ficando. Umas ficam mesmo para a vida. Outras vão saindo ou reaparecendo conforme os nossos dias, rotinas, disponibilidade...

Eu tenho muita sorte nas amizades. Muita mesmo. Tenho amigas a km's de distância com quem sei que posso contar sempre que precisar. Amigas que já me ajudaram muito, que se disponibilizam, que choram comigo. Riem comigo... 

E é sobre este ponto que eu dei comigo a pensar hoje. Falamos e queixamo-nos muito das pessoas que não estão connosco nos momentos ruins, daquelas que só se disponibilizam quando tudo está bem e depois, quando precisamos de ajuda, conforto ou o que for, parece que não têm como estar ali. 

Mas e o contrário? E quando temos na nossa vida aquelas pessoas que parece que só estão lá nos momentos mesmo maus... Têm sempre um ombro onde choras, um conselho... mas depois, quando estamos bem, quando queremos também partilhar algo bom, companhia, um café, um cinema, nunca podem, nunca têm tempo, nunca têm vontade... Nunca estão disponíveis para ti quando estás feliz e bem. 

Aconteceu-me estes dias... tem acontecido. Uma pessoa de quem gosto mesmo muito e que me tem acompanhado há algum tempo. A semana começou da pior maneira e após um telefonema meu a horas impróprias de um Domingo à noite, a pessoa vestiu-se e disponibilizou-se mais uma vez para mim. Esteve efectivamente lá e disse-me um 'segue em frente e levanta a cabeça' que eu tanto precisava ouvir. Mas a verdade é que nunca mais soube nada no resto da semana. Antes disto tudo, tinha-a convidado para irmos ao cinema 4 vezes. Nunca pôde/ teve vontade/ disponibilidade, desculpas várias. Já para não falar dos convites para sair/ jantar/ beber um copo... que raramente aceita. Pelas redes sociais acabo por perceber que tem saído com amigas, tem-se divertido... fico a pensar se não serei a amiga da desgraça. A sério... Depois sinto-me mal, porque a pessoa me ajudou e eu dou comigo aqui a ranhosar sobre ela. Mas às vezes fico com a sensação de que só está comigo quando eu estou mal, que para me ver feliz não tem disponibilidade... ou então sou eu que coiso. Oh, sei lá... 

Da semana...

 

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A semana que passou foi produtiva. Fiz as coisas que queria e tirando as poucas idas ao ginásio, posso dizer que até andei nos trilhos que tinha proposto a mim própria.

Hoje, sexta-feira, havia um jantar com colegas que foi desmarcado por causa da gripe que assolou aqui alguma malta, por isso estou sem planos para o fim de semana, tirando claro o trabalho. Ontem, por causa do vendaval e da molha que apanhei durante a tarde, cheguei a casa e já não saí. Estava encharcada, cheia de frio e por isso tomei um banho quente e aninhei no sofá. Tinha pensado ir ao cinema ver o La La Land, por isso talvez o faça hoje. A ver vamos.

Espero sobretudo descansar este fim de semana. Chá quente. Mantas, filmes e séries e muito descanso no quentinho do lar, uma vez que a meteorologia que promete não dará para muito mais.

Há que entretanto preparar também a semana seguinte enquanto se faz figas, já que existem já alguns compromissos agendados, dos quais podem resultar muitas coisas boas :)

 

 

 

 

Conclusões minhas

Nestes dias em que a palavra de ordem é poupar e analisar bem a gestão que faço do dinheiro, tenho chegado a algumas conclusões. Uma delas é que o meu ódiozinho de estimação por compras de supermercado me está a dficultar um pouco a gestão do orçamento para o efeito.

Explicando: Detesto ir ao supermercado, quando lá vou - porque apesar de detestar, tenho de comer certo? - vou pelos cabelos mas até levo lista. E depois vejo uma promoção qualquer de qualquer produto que até uso e vai daí já compro. Já que lá estou, toca a trazer que assim evito de voltar lá tão cedo e até está em promoção e tudo.

Erro!

Let's face it: Eu vou ter que lá voltar na mesma. Ponto. O fiambre vai acabar. Ou o leite. Ou a comida do gato. Ou outra merda qualquer... Esta minha atitude só tem servido para 2 coisas: Gasto mais do que era suposto nessa semana e venho de lá carregada, a barafustar porque o stress é maior. Já para não dizer que se torna muito mais complicado de gerir o orçamento uma vez que olho para as contas e penso: Mas esta semana só fui ao supermercado! Pois é! E trouxe meio corredor de massa! Pfff

Vai daí novo objectivo:

 - Trazer SÓ E APENAS o que está na lista. 

 

[se faltar alguma coisa entretanto, mando lá o homem!]

Armário Cápsula - Upgrade

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Como eu disse algures neste blog logo  no inicio de 2017, um dos objectivos seria reduzir as compras e poupar algum dinheiro no que diz respeito ao vestuário.

Não considero que gastasse muito anteriormente nestes itens, conheço gente que gasta muitas vezes mais do que eu, mas mesmo assim, quando precisamos de poupar, estes são os campos por onde geralmente começamos. Uma forma de ajuda para o fazer, foi adoptar o conceito de armário cápsula, tão em voga actualmente. E para isso, segui estes passos:

Destralhar o roupeiro - Check

Usar o que tenho - Check

Comprar básicos em falta - Check (nos saldos!)

Usar o que se tem - Em curso e a correr bem. Confesso que a experiência tem sido gira. Tenho usado apenas o que tenho, descobri novas combinações (uma camisa em particular que eu só usava de determinada forma, descobri outras formas giras de a combinar) e principalmente, que não preciso de nada. Coisa que antes, com tanta tralha, eu tinha sempre a sensação. Preciso de um casaco para esta blusa. Estes botins ficavam era giros com uns jeans de corte tal... esqueçam. Com isto, até tem sido mais fácil escolher  roupa de manhã para vestir. Sem grandes stresses porque sei exactamente tudo o que tenho no armário. 

Se existem ainda coisas que eu gostaria de ter? Sim, mas acho que isso acontece com todas as mulheres, a diferença é que já não vejo isso como uma urgência, e não ir comprar a correr algo de bonito que se viu não me traz a ansiedade que trazia. 

Posto isto, é continuar assim :) 

 

 

 

Home Decor

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Quando há um anos atrás decidi avançar com a mudança de casa para viver com o meu namorado, na casa dele, sabia que teria que haver ali alguma adaptação de parte a parte. Vivia sozinho há alguns anos e por isso o apartamento transparecia isso mesmo: Homem. Viver sozinho.

Óbvio que mal entramos numa casa nova, a nós mulheres, fervilham logo ideias de decoração, disposição de móveis, objectos de decoração. Cores. Tecidos... 

Acontece que por defeito de profissão e formação, os objectos decorativos eram algo estranhos. Geólogo de formação, há pedras e minerais pela casa. Osteopata de profissão, também há ossos. Temos um esqueleto em casa, inteiro e de tamanho real que se chama Zacarias e a quem eu tive que me habituar. Encontrei um fémur numa gaveta uma vez e além disto ainda há a paixão pelo clube de futebol e pelo desporto em si. Vale-me sermos adeptos da mesma equipa. 

Na minha tentativa de decorar a casa, já enfrentamos discussões, cedências e amuos para nos tentarmos entender e sempre que há uma ida ao Ikea ou loja do género, confesso que bate em mim uma certa melancolia de não poder ter assim uma casa mais bonita e decorada mais ao meu gosto. 

 

Mas por outro lado, confesso que gosto muito da casa onde vivo. Os objectos são nossos. Pessoais. Alguns contam uma história, outros têm tudo a ver connosco e ainda há as recordações ou memórias que outros nos trazem. Acho que é isso que também dá charme à nossa casa.

O candeeiro a petróleo que um cliente me fez à mão. O gira-discos antigo e a colecção de vinil que era dos pais dele. As loiças da avó. O móvel antigo restaurado em tom lilás. Os copos de chá indiano que trazemos da Feira Medieval, a vela em forma de lótus que a Ana me deu. O porta tea-light que a Silvia me trouxe de Istambul. O puzzle de 1500 peças que passamos tardes a fazer juntos. O símbolo do FCP e daquele fantástico penta campeonato... O próprio Zacarias que tantas piadas já gerou. E os minerais que colocamos expostos da estante em vidro... 

Enfim. A minha casa não é uma casa de revista, tem muito pouco branco e a decoração não combina... mas eu aprendi a gostar :)

Gifts

Uma cliente minha, chinesa trouxe-nos da china um pacotinho de rebuçados. São uma delicia pá. Tão bons que comi logo 2. 

Até que ela me disse que são de leite de coelho. 

 

''Sabe menina, por isso é que os chineses têm os olhos em bico. Não tem nada a ver com o arroz, é mesmo de ordenhar as coelhas!''

 

Agora a sério, os ditos são mesmo muito bons. E passado o susto inicial, já comi mais um.