Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Por cá...

Por cá...

Esbardalhanços

Esta foi uma semana de esbardalhanço financeiro.

Contas e despesas com que não se contavam, mais algumas tentações em que caí e que me fizeram sair fora de toda uma linda bolha de organização financeira que tinha planeado. Damn!

Um vestido. Um casaco. Uns chinelos de quarto e uns óculos de sol (oh pá, lindos e baratuchos, mas que não deixam de ser um gasto extra e um pouco desnecessário!).

Sofro sempre disto no inicio das estações, com coisas novas, fofinhas e a chamar pelo sol... a juntar às 4 estações que se manifestam todas no mesmo dia e que me fazem nunca saber o que vestir de manhã. Porque de manhã está frio, mas oh pá, espera que depois fica sol e as temperaturas sobem até me fazer sentir em pleno mês de Julho, mas depois descem à tarde e nota-se ali um fresquinho que vai crescendo até eu me lembrar que podia ter guardado um cachecol na mala do carro. 

E depois passamos por uma montra e lá está, um casaquinho perfeito para a meia estação, num tom claro que nada tem a ver com o cinzentão que já vestimos há tanto tempo, que até ficava bem lá com as camisolas e as calças que temos e pronto... já foste.

Ou o vestido florido, de manga 3/4 que tem um estampado tão bonito e que fica giro com sapatilhas, mas ao mesmo tempo tão fofo que um saltinho ia ficar ali. E vai-se a ver e até é uma lufada de ar fresco aos jeans e leggins que andamos a vestir durante o Inverno e dos quais eu já estou farta. Olha e até tem um preço simpático... e já foste de novo.

Adiante... agora é reorganizar-me, passar looonge de montras e lojas, ir pedir para a porta da igreja, molestar-me nos tempos livres e siga. Siga para a frente, certa e segura... e de roupa nova :D

 

Let it go

Se há coisa que todos sabemos, inclusivé eu, é a de que não vale a pena perdermos tempo com nada que não nos faça bem ou que não acrescente nada que valha a pena à nossa vida. Todos repetimos isto vezes sem conta. E eu também. 

No entanto continuo a ficar magoada quando finalmente percebo que há mais uma pessoa a deixar. Continuo a sofrer (literalmente) com a duvida se falo ou não falo. E depois penso nas saídas e nos convites para as ditas que geralmente eram sempre meus. Nas coisas que já vivemos e que fui sempre eu a tomar a iniciativa, nas vezes em que deixei para lá porque enfim, eram merdices e não valia a pena perder tempo e energia com isso e a amizade era mais importante. E nas coisas às quais encolhi os ombros, ou nas vezes sem conta em que fiz por compreender que as pessoas têm momentos maus (como se eu também não os tivesse) e  aí cai a minha resposta: não falar.

Porque não creio que vá valer a pena, e sobretudo, porque não quero voltar ao mesmo: ser eu a convidar, ser eu a falar, ser eu a perguntar... 

 

Quem ler estes ultimos posts pensará que para este lado ando deprimida. Não ando. Ando apenas numa fase nova, vou chegando a estas conclusões, vou arrumando a vida vá.

E o blog serve de caixa de desabafos. Vou ver se desabafo também coisas boas :)

Curtas...

Já passou o dia da mulher? Já é seguro voltar?

As pessoas que se atravessam nas nossas estradas nacionais, não se passeiem pelo amor de Deus! Acelerem o passo e despachem-se sim? 

E não olhem para mim dessa forma, já percebi que escolhi mal o tom da base e pareço um apache loiro ao volante.

As pessoas têm bué de cenas contra os apaches não têm?!

 

Gente

Hoje fui dar uma noticia a uma pessoa da familia mais próxima. Uma noticia muito boa para mim, que me deixou feliz e que marca (mais) uma mudança na minha vida, talvez a mais radical de todas.

A pessoa em questão, tem um feitio particular eu sei, e por isso mesmo não contava com a reacção que eu queria, mas a verdade é que também não contava com aquilo que me esperou. Sinto-me pequena, digna de pena. Inconsequente, incapaz, desesperada... não sei que mais, mas sinto muito mais coisas desta ordem. Fiquei com a sensação de lá ter ido pedir alguma coisa. Pena por exemplo. 

Hoje, logo de manhã fiquei sem chão. Fiquei a sentir-me do tamanho de um grão de areia, desmiolada, sei lá

Talvez esteja a dramatizar, sei que a opinião dos outros é isso mesmo: dos outros. Mas estou cansada de baixar a cabeça, deixar para lá, encolher os ombros... 

Só queria encolher-me em casa hoje, dormir a ver se o dia passava sem eu dar conta. 

Há dias complicados e estes ultimos têm sido um fartote comigo a tentar manter-me à tona. 

 

Aqui e agora

«O segredo de progredir é começar. O segredo de começar é dividir as tarefas árduas e complicadas em tarefas pequenas e fáceis de executar, e depois começar pela primeira.»

 Mark Twain

 

Recebi esta frase numa das milhentas newsletters do e-mail e fez-me todo o sentido. Eu ando sempre a 'começar e a recomeçar'. Sempre à espera de momentos ideais, de inicios e da melhor altura para começar alguma coisa, quando sei perfeitamente que o momento certo é sempre o aqui e o agora. 

Há que saber gerir o que temos, e com o que temos fazer o melhor. O problema é que às vezes as coisas estão um caos que não sabemos por onde começar, e esperamos sempre as condições ideais para isso, quando às vezes elas só vão aparecer quando efectivamente começarmos.

Hoje, esta frase caiu-me na hora certa no e-mail. Era disto que eu precisava mesmo :)

Planos para terça de carnaval

... Nada!

Rien de rien.

 

Por acaso queria fazer alguma coisa ou ir a algum lado. Deitar conversa fora, sair para lanchar, arejar o queijo que é como quem diz, parar um pouco a cabeça destes assuntos do dia a dia.

Mas o homem vai trabalhar, palpita-me que passarei é o dia em casa, no sofá a ver algum filme. Também não é mau de todo vá.

 

um Bom Carnaval

Faith

Nops. Não vou falar dos Oscares, nem do erro na troca do envelope. Vi em directo ontem ao fim de alguns anos em que isso não acontecia, mas o assunto já foi debatido à exaustão por toda a gente.

Hoje estou entristecida. Ando melancolica (ou merdancólica se quiserem, como diz uma amiga minha). A verdade é que as coisas aqui no trabalho andam muito devagarinho. Atenção, eu sinto-as de facto a andar a cada dia que passa e isso é óptimo; no entanto o retorno é demasiado lento, os medos começam a agigantar-se e a ansiedade a dar-me cabo do sistema nervoso. Porque há decisões que eu quero mesmo tomar e outras coisas (empregos extra) que quero largar, mas que dependem das coisas aqui.

large.png

Há dias em que é dificil manter o entusiasmo e a motivação. Em que a fé, em vez de ser algo que nos faça seguir em frente com leveza, torna-se antes um fardo demasiado carregado, em que mante-la nos dá cabo da energia que deviamos usar para alcançar os nossos objectivos. Hoje é um desses dias.

Para hoje, era só um abraço com um 'estou feliz por ti e vai correr tudo bem!'

Organização doméstica e afins

Tento organizar algumas tarefas lá em casa de modo a facilitar-me o dia a dia. No entanto, quando se trabalha 7 dias por semana, há que fazer cedências e priorizar outras coisas. Falo inclusivamente de tarefas domésticas. 

Vou às compras à sexta-feira ao final do dia, de forma a ter tudo o que preciso durante a semana e não perder tempo no supermercado depois. Faço a ementa semanal, o que me ajuda a ir gerindo as coisas que tenho na despensa e no frigorifico e a gerir melhor a lista de compras (do género: se esta semana não está previsto cozinhar determinado produto, então não o compro no supermercado e poupo esse dinheiro) e a não perder tempo a pensar no que irei fazer para jantar/ almoçar. E tento, durante a semana, ir mantendo a casa organizada. Nem sempre consigo. Muitas vezes aliás não consigo e as coisas fogem-me do controlo. Porque houve um dia em que tinha planeado qualquer tarefa, mas aconteceu um imprevisto qualquer e a mesma teve que ser adiada, ou porque me esqueci de qualquer coisa ou mais um par de botas... ou mesmo porque estava demasiado cansada e esgotada e não tive cabeça nem força para fazer o que quer que fosse.

Aqui entrem os blogs e posts sobre organização e economia doméstica que vou lendo. A mim confesso que não me ajudam muito. Atenção que a organização e o comprometimento dos autores é louvavel e eu admiro muito quem faz toda essa gestão e planificação, mas a mim só me conseguem deixar mais frustrada. Porque eu não consigo fazer nada daquilo. Porque falho. 

Porque ao trabalhar sete dias por semana, na manhã livre que tenho, ou mesmo na tarde livre que tenho, a ultima coisa que quero é sentar-me a fazer listas de tarefas, agendar limpezas ou mesmo estar 2 horas encostada ao fogão. Porque depois de ter andado a correr entre dois empregos, ao final do dia, a ultima coisa que me apetece é estar a limpar a casa não sei quantos minutos por divisão em vez de me enroscar no homem e passarmos algum tempo a dois. Ontem, era um dia em que me sentia assim: um falhanço como dona de casa e mulher (após tantos sotiens queimados, nós mulheres ainda nos sentimos assim verdade?), porque tinha a cozinha desarrumada, a cama por fazer, porque a vontade de fazer o jantar era nenhuma e porque tenho uma pilha de merdas para arrumar nos quartos que anda a ser adiada... porque o carro tem que ir à inspecção. E tenho que o levar ao mecânico para tratar do oleo e da válvula do pneu porque sem isso ele não passa na dita e aimeuDeusacode-mequeeunãoseiquefaça... Mas depois respirei fundo. Aqueci a sopa que estava no frigorifico, pus a mesa, fui arrumando alguma loiça que estava na pia e jantei. Ele pôs a loiça na máquina e eu pedi-lhe que me tratasse do carro já que tinha a manhã livre. Adiantei o almoço para hoje e respirei. Aceitei que nunca vou ver o guru da organização doméstica e que o tempo que tiramos os dois depois, foi bem melhor do que ter passado o par de horas seguintes a limpar, arrumar ou cozinhar para a semana.