Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Por cá...

Por cá...

...

Ontem cheguei a casa e vi no caixote do lixo várias embalagens de wiskas saquetas.

Achei estranho aquilo ali, dado que é o meu pai quem costuma comprar a areia absorvente e a comida para os animais e tendo em linha de conta o preço vergonhoso destas saquetas, achei logo que havia ali alguma coisa que não batia certo, mas adiante... continuei na minha vidinha.

 

Os meu gato, o preto, atirava-se para o chão, soltava um miaaaauuuu arrastado. Depois lá se levantava e vinha pedir colo... e assim sucessivamente.

A Roxanna idem... Espera lá: a Roxanna a pedir colo? Não podia ser... Não deixa que ninguém lhe toque. Conseguir fazer-lhe uma festinha ao de leve é um feito naquela casa... mas ontem estava a pedir miminhos... e andava calminha, calminha...

Para falar a verdade, mal se seguravam em pé!

Dei-lhes de comer (a ultima saqueta) e era vê-los a comer muito vagarosamente (sinal óbvio de alerta) enquanto volta e meia acertavam com a cabeça na borda da tigela e atiravam-se para o chão.

Da Petra então nem sinal...

 

Mais tarde descobri a razão de tudo isto... O Sr meu pai andou a dar-lhes comprimidos para dormir juntamente com a comida - daí aquela comida toda xpto... era para eles não recusarem (espetinho ah?).

 

Vivo numa casa de doidos está visto!

 

 

Vem aí o Palhaço Mor...

Hoje ao almoço, entre uma garfada de arroz de polvo e uma dentadinha na broa de milho, lá ia deitando os olhos aos telejornal. E pronto, lá vinha o Sr Paços Coelho a dizer que a subida do Iva é inevitável.

1º Pensamento: Não foi ele que lançou duras criticas ao governo na altura da subida do Iva?

2º Pensamento: Ele é primeiro-ministro?

 

Oh Pedrito, tu tem lá calma pá... tens tempo de ir para lá e tramar ainda mais a vida da gente sim? Espera lá um bocadinho, pelo menos até ao Verão! Entretanto, senta aí e respira vá... olha que o stress não é bom para ninguém e as comparticipações nos anti-depressivos e calmantes foram reduzidas. Aproveitas e poupas a gente de levar com mais asneira... que é o mínimo que podes fazer.

 

 

Cambada pá... ainda nem sequer foram eleitos e já andam a fazer/ dizer merda.

Lembram-se dos Sitiados? - Vamos ao Circo!

É impressão minha, ou andamos a brincar aos governos?

Pronto, o 'Socas' demitiu-se, porque não lhe fizeram a vontade - Nada contra - eu também queria que ele metesse as novas medidas de austeridade mas era no SEU pacote. O Presidente da Républica está em casa, sogadito com a esposa (aquela anda ao lado dele e coitadinha, eufere 800€/mês de reforma) enquanto a crise anda cá fora. Onde anda o presidente de todos os portugueses?

Agora a oposição anda toda contente (não me lixem, estes estão a '' cagar-se'' - perdoem-me o termo - para o Zé Povinho. Andam é todos com muita sede de sentar o rabito no poleiro.

E vamos gastar não sei quantos milhões de euros - dinheiro que à partida não temos - em eleições antecipadas para ganhar quem? Quem? Exacto! Eu não gosto muito de circo. A sério... acho um espetaculo um bocadinho deprimente. Porque raio é que sou obrigada a assistir a isto tudo?

 

Ah e tal... porque esta crise era inevitável e mais não sei quê...

Pois eu não acho.

O Governo (não pensem que estou a defender o Socrates, mais os seus infantes ou o PEC4), mostrou-se dísponível para negociar. Ninguém da oposição se disponibilizou. Ninguém apresentou alternativas. Ninguém quis evitar a crise política que atravessamos (há já muito tempo na minha opinião)... Logo, nem o governo (agora demissionário), nem ninguém da oposição merece a minha confiança.

Não que isto lhes interesse obviamente.

Da moda...

Com a chegada da Primavera, começam agora nos blogs, aqueles ditos fashionistas, a ser descodificadas as tendências de moda para esta estação. E a graça que eu acho a isto? Ui... para já, começo por dizer que não percebo muito dessa coisa do que é fashion. Sim, porque ao contrário do que se pensa, não basta juntar uma saia, uma blusa, uns quantos acessórios e uma mala de grandes marcas para sermos fashionistas supé entendidas, mas adiante...

Abri um desses blogs e lá vêm as tendências (em repeat, que eu já ouço falar das tendências Primavera/ Verão 2011 desde o Natal passado, mas enfim...) e eu começo a fazer uma esgotante ginástica mental para não ficar confusa, senão vejamos:

Cores... Muitas coras, todas misturadas - Check

Tons Nude e pastel - Mau, mas afinal não eram cores que se iam usar?

Tons florais - Ok, mas em nude ou em cores berrantes?

Estilo Safari - Ok... verdes e coiso.

Estilo Navy e muitas riscas horizontais - Espera lá, mas eu li, há um ou dois posts atrás que não se deve usar riscas horizontais porque nos faz parecer mais gordas (não eram estas as palavras, geralmente estes blogs usam eufemismos para dizer coisas como 'gorda'). E o estilo navy é o azul escuro (e as cores vivas de que falaram acima?), o vermelho (ah, ok) e o branco...

Branco e preto - isto é tendência? Pensei que fosse um clássico...

Mini dresses - Vestidos curtos

Maxi dresses e maxi pants... Mau.. ficamos nos mini ou vamos para os maxi?

Minimalismo e ausência de padrões para um look clean - Atão e os estampados florais? E as riscas navy?

 

Resumindo e concluindo: Usam-se muitas cores, mas também os desconsolados beges. Usa-se o preto e o branco, os tecidos lisos, mas também os estampados. Usam-se os vestidos e as saias de todos os comprimentos... quer dizer então que se usa tudo, certo?

Tanto post para nos dizerem que podemos vestir o que quisermos é? Chatos... parecem os gajos dos censos que nos perguntam qual é a actividade da empresa onde trabalhamos e de seguida perguntam o que fazemos.

Epá... decidam-se lá mas é, que eu tenho um baptizados este ano e quero saber se levo o meu vestido azul eléctrico curto ou o vestido rosa pálido que ainda não comprei, mas que gostava muito.

 

 

 

Censos 2011

Ontem, depois do jantar e daquela sensação de missão cumprida ao fim do dia, lembrei-me dos censos... pois que ainda não os tinha preenchido.

E pronto, agora o INE fica a saber que eu vivo numa casa clássica com retrete e sistema de autoclismo.

Eu, que pensava que vivia no limiar da pobreza, afinal não estou assim tão mal :D

 

 

Geração à Rasca

''Geração à Rasca - A Nossa Culpa

 

Um dia, isto tinha de acontecer. Existe uma geração à rasca? Existe mais do que uma! Certamente! Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar comfrustrações. A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (etambém estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geraçãofoi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. Enunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos. Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos)vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor. Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas decondução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada. Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes. Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca. Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado. Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais. São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração. São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar! A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas. Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional. Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifiqueque é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere. Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam. Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras. Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável. Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada. Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio. Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-característicasnão encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós). Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazesde abarbatar bons ordenados e a subir na vida. E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de tr abalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!! Novos e velhos, todos estamos à rasca. Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles. A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e asociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço? Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta. Pode ser que nada/ninguém seja assim.''

 

Não sei quem esceveu. Recebi por mail e achei que valia a pena a partilhar.

Porque concordo em grande parte e porque hoje, dia do pai, quero agradecer-lhe a educação que me deu... e que eu tantas vezes não entendi.

 

Pág. 1/2