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Por cá...

Por cá...

WE

Já vai tempo em que as sextas-feiras eram uma excitação. Agora, ao final de uma semana de trabalho, estou demasiado cansada para ‘’festarolar’’ com a chegada do fim de semana. E quando ele chega, eu procuro rentabiliza-lo ao máximo e aproveitar cada bocadinho, quer seja tratando de coisas que não consigo tratar durante a semana e que depois me facilitam a rotina (sim, refiro-me a algumas tarefas domésticas e planeamentos para que a semana que vem a seguir seja mais produtiva e menos cansativa); quer seja descansando muito (há que rentabilizar o sofá que me custou os olhos da cara né?) ou mesmo fazendo outras coisas que durante os dias de trabalho são suprimidas ou feitas 'a correr', como ginásio (tenho dias da semana em que não fui e quero recuperar, além de que neste momento o exercício físico tem-me feito mesmo muito bem) ou lendo as páginas do livro que não se leram durante a semana por falta de tempo, ou mesmo vendo os programas ou episódios de séries que não consegui apanhar.

Este fim de semana em especial espero que seja caseirinho também. Com chá e bolos e leitura em dia. Até já tenho a receita do bolo escolhida e a lista de compras feita. Vamos ver se o fim de semana chega mais rápido do que geralmente costuma passar :)

 

 

Em modo pause

Massa, alho, camarão, azeite e ervas aromáticas.

Sabor a Verão eu sei, mas reconfortante o suficiente para que um jantar num dia chuvoso se torne perfeito, ainda que sozinha.

 

 

Esta foi uma das refeições que preparei para mim num destes dias.

Chegada do trabalho, cansada e a precisar de relaxar um pouco, meti-me entre panelas e toca a preparar algo leve, com os meus ingredientes preferidos e que me ajudasse a abstrair de um dia/ semana que se mostravam cansativos.

Por entre telefonemas, atendimento de clientes, gestão de tarefas (quer no trabalho, quer fora dele), encaixar tudo o que tem que ser feito num só dia de 24 horas e ainda conseguir ter tempo para mim, muitas vezes torna-se esgotante; e naquele momento, resolvi tirar o resto do dia... para nada.

Fiz o jantar, tomei um duche quente, vesti uma roupa confortável e atirei-me no sofá, em frente à tv enquanto comia e fazia zapping, num puro momento de dolce fare niente... No final, olhei para o livro que devia retomar e... peguei antes numa revista de futilidades! :)

Pode parecer parvo, mas aquele final de dia conseguiu ajudar a que eu me mantivesse à tona, a aguentar e relativizar as quezílias no trabalho ou em casa, os momentos menos bons; ajudou-me a descansar o corpo e a mente das rotinas e da culpa que sinto (sentimos?), quando chego tantas vezes ao final do dia e não consegui fazer tudo aquilo a que me tinha proposto...

 

Há uns posts atrás, disse que ia tentar apreciar mais as coisas boas e relativizar as restantes; e neste dia, quase sem querer e com um simples prato de massa, consegui lá chegar. E sem culpas :)

Agradecimento.

Venho por este meio, em nome do homem lá de casa agradecer ao Sr Belmiro de Azevedo o facto de ontem não ter nabos no supermercado cá do burgo onde costumo fazer as compras.  

 

Mim não gostou, o homem agora só quer fazer compras se for lá.

 

...

Acabou agora de sair daqui uma sra já com idade suficiente para ser minha mãe, a chorar e a pedir desculpa por me ter incomodado. Perguntou se precisavamos de alguém aqui na empresa, talvez para limpezas. Pediu um carimbo para provar que sim, quer trabalhar seja no que for e chorou. Confessou que lhe custa muito pedir um carimbo. Precisam de provas em como ela procura trabalho. A palavra e a disponibiliade dela não contam. Nem os muitos anos de trabalho e descontos servem para provar nada. Precisam que ela se mostre na Junta de Freguesia como um fora da lei qualquer precisa de se mostrar na esquadra. E que com a idade que tem, após os anos em que trabalhou para criar a filha (também desempregada) e os respectivos descontos feitos durante esses mesmos anos, nunca pensou ter que passar por isto. Depender da mãe, muito mais velha do que ela para comer. Que devia ser ao contrário e ela é que devia cuidar da mãe.  

Carimbei-lhe a folha amassada e desejei-lhe boa sorte.

Sorriu, limpou o rosto com os punhos, voltou a pedir desculpa e saiu.

Fiquei de coração apertado, bolas...

1 mês depois, no ginásio

Iniciando a reavaliação e revisão dos resultados:

Conversa entre mim e o treinador:

T: Bora lá fazer esta reavaliação para irmos embora descansar!

Eu: E comer!

T: O quê?!

Eu (mais alto porque supostamente ele não me tinha ouvido ou percebido): Comer!!

T: O quê?!

Eu: (ora bolas) COMER!!             

T: O quê?!

Eu: (Ah ok, percebi!) Comer… sopa!

T: Muito bem!

{#emotions_dlg.snob}

 

Ah, by the way:

Massa gorda há um mês atrás: 32.2%

Massa gorda actual: 23.7%

 

Verão 2014, mi aguardji!!

Pink shoes

Comprei estes sapatos há uns 3 anos na Blanco, nuns saldos quaisquer a um preço daqueles em que temos de olhar 2 vezes para ver se vimos bem.

Adoro-os. São só a melhor forma de colorir e alegrar um dia de Outono.

 

 

 

 

 

Os calções

Na semana passada:

Ele: Os meus calções?!

Eu: Estão na gaveta!

Ele: Os cinzentos?

Eu: Ah, os cinzentos estão para lavar. Leva os pretos.

Ele: Queria os cinzentos. Ainda não estão lavados?

Eu (se tinha dito que estavam para lavar porque raio a pergunta?): Não... leva os pretos!

Ele: Queria os cinzentos; se não tenho os cinzentos então não vou ao ginásio. Vou noutro dia.

 

Hoje:

Ele: Os meus calções?!

Eu: Estão na gaveta!

Ele: Só lá estão os cinzentos. Os pretos?

Eu: Usaste-os ontem, estão para lavar.

Ele: Queria ir ao ginásio...

Eu: Vai e leva os cinzentos que estão na gaveta.

Ele: Queria os pretos!!

 

Ora f0d*-s€!! O que mais me chateia é que estas conversas são sempre logo de manhã cedo, às 8h, quando eu ainda estou a tentar acordar.

Entretanto fiquei na duvida... ele quer uns calções ou um galo de barcelos daqueles que mudam de cor consoante o tempo?? Anyway, o nosso aniversário está aí, se duvidas havia sobre o presente, dissiparam-se:

 

Post sobre garfo e faca

Tenho que reaprender a comer.

Mesmo.

 

(E não, não me refiro aos alimentos e ao seu aporte nutricional, nem ao equilibro nas refeições. Refiro-me mesmo ao uso de talheres, guardanapo e cuidado com os salpicos. Ou reaprendo a comer ou peço as babetes da Matilde emprestadas à minha irmã! Não há um dia em que não saplique a merda da blusa!!)

 

Dass!

...

É uma vergonha nunca vir aqui a este espaço tão meu. E quando venho é só para me queixar. Eu também já aqui disse que quando estou feliz, em vez de vir para aqui enfiar o nariz para descrever esse estado de felicidade, fico mas é a vivê-lo, só que pronto, já tem sido um abuso.

Na verdade esse motivo também se prende com o facto de eu não ter muito para contar (também já aqui disse que a minha vida não é lá muito interessante). Não tenho lido livros novos (sim, eu devo ser a ÚNICA pessoa na blogosfera que não está a ler a desumanização de Valter Hugo Mãe), nem tenho tido muito tempo para outras coisas que não as que normalmente faço.

Mas vou tentar viver mais, esse é aliás um objectivo para este Outono… Durante os meses mais frios, fico mais fechada, mais cabisbaixa, menos activa… tudo o que quero é o conforto de casa e mesmo na forma de estar e de me vestir, fico mais preguiçosa e prefiro sempre o conforto. Isto seria bom se eu não levasse este conceito ao extremo (se bem que ainda não me deu para andar de pantufas na rua, portanto também não devo estar assim tão mal).

Vou tentar apreciar mais as coisas boas que estas duas estações nos trazem. O conforto e o calor (do aquecedor e das mantas no meu caso, que o meu t1 não tem lareira), o chá quente e os bolos, os filmes no sofá, no cinema, o regresso aos livros (no Verão só leio revistas parvas na praia, e o menu no bar onde se bebem as caipirinhas), a comida boa e quentinha de forno (ai a comida!!)… Vamos ver se não me perco.

A verdade é que é muito mais fácil ser feliz no Verão. Nos meses mais frios, é mais fácil sucumbir ao que é fácil. E é mais fácil atirar-me nas lamentações das dores nos joelhos e do frio, do que me levantar e contrariar isso.