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Por cá...

Por cá...

Vidas pequeninas

Tenho uma colega que durante muito tempo foi alvo da minha inveja.

Não me orgulho de confessar isto, mas é a verdade.

Ela e o marido num emprego estável, com ganhos bons para a média que vemos vendo por aí, um filho atinado… era quase o sonho americano vivido aqui no burgo. Mas depois, em conversas e convívio percebi que não é bem assim. Há toda uma ostentação do que não é verdadeiro, toda uma vida que é só pequenina.

Vive-se a falar do trabalho e do filho, a resmungar do quotidiano só porque não se tem mais do que isso. Não se vive para mais, logo há que crer (e fazer crer) que o que se tem é o ótimo. Para esconder todo o resto que é  vazio.

Às notas do filho responde-se a querer saber quanto tirou A e B, porque isso é que é importante. Não que se seja bom, mas que os outros sejam um pouco piores. O trabalho é desvalorizado porque fulano ganha mais… e a vida que afinal parecia perfeita, é apenas pequenina. Medida ao sabor da vida dos outros.

Menos mal… afinal a invejosa nem era eu.

E eu não queria uma vida assim.

...

Estou farta de pensar e de fazer contas às coisas que perdi e que não vivi por causa dos meus medos e das inseguranças.

Já perdi a conta às vezes que pedi uma oportunidade destas e agora que ela surge cá estou eu: Mais uma vez paralisada pelo medo, pela incerteza ou pela insegurança.

Curiosamente é a parte sensata que me diz que sim. A única coisa que me trava é o medo.

Sempre o medo.

Há mesmo malta Charlie

Analisei o motor de busca do Google para perceber como a malta chega cá. Entre pesquisas várias ressalvo ‘’pipis, mamas e pilas’’

Achei bonito.

Ao menos não discrimina.

 

[A sério Google?! O Pessoal pesquisa isto e tu manda-os para cá?]