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Por cá...

Por cá...

Das mudanças e da coragem

No incio de 2016, dei inicio a mais uma mudança na minha vida.

2015 já não foi fácil nem parco em mudanças. Muito pelo contrário. O final de um relacionamento de vários anos. Uma casa nova, rotinas novas e pessoas novas na minha vida. Ainda mal refeita das mudanças, e com a entrada de uma pessoa nova na minha vida e com ela um novo folego, achei que estava na hora de completar a mudança. Desta vez em termos profissionais.

Demissão apresentada, criação do próprio emprego. E agora, algum receio e borboletas na barriga e muitas duvidas, muitos medos... mas muita gratidão também. E esperança. 

Olho para a minha vida há 1 ano e meio para traz e não é em nada igual aos dias de hoje. Não tem as mesmas pessoas em algumas áreas, nem os mesmos locais em quase todas elas. Eu própria vejo-me a tomar posturas e a por em prática lições que naquele tempo seria impensável. Eu própria mudei com a vida que decidi mudar (perdoem o pleonasmo mas é verdade). E dada esta fase inicial, em que o retorno ainda é lento, em que tudo está no começo, as arestas têm que ser limadas, o corpo, a cabeça e tudo o resto tem que ser moldado, e as rotinas têm que ser definidas, tomo como normal todos os medos, os desanimos e receios.

Por outro lado, apesar de todas as dificuldades, confesso que não me arrependo de nada. De ter virado a mesa, de ter deixado um emprego certo, de ter arriscado.

Estou grata todos os dias pela coragem e pelas decisões que mudei. Ainda que em alguns deles me sinta completamente perdida, amedrontada ou ansiosa.

 

...

Perdi a conta às vezes que já abri a caixa de posts deste blog e não me saiu nada. Não consigo falar ou escrever sobre o que sinto, não como se não tivesse nada para dizer [porque na verdade tenho], só não sei como o fazer, por onde começar, ou até mesmo o que dizer que no meio do emaranhado que me vai na cabeça e no peito as coisas perdem-se, anulam-se umas às outras, outras vezes sobrevalorizam-se. Uma verdadeira confusão que me faz ir pelo caminho mais fácil: O calar. A verdade é que passei tanto tempo a minimizar os meus problemas ou dramas, acreditanto que eu era mais forte, que agora desaprendi a falar sobre eles. Como se, ao não dizer o que sinto ou o que quero, fosse fazer com que, com a ajuda do tempo eles desaparecessem ou eu me esquecesse deles. Como aquela blusa que vemos numa montra, queremos muito, mas se a deixar-mos lá, ao fim de algum tempo ela já nem era assim tão gira. 

Não funciona.

Há um dia em que as coisas se agigantam, tornam-se maiores do que nós e nos vencem. E já são tantas que se tornam indistinguiveis entre si.