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Por cá...

Por cá...

Da sinceridade

Ás vezes gostava de ser diferente.

Se fosse menos frontal talvez tivesse menos chatices. Se usasse mais 'paninhos quentes' os meus dias talvez fossem mais fáceis... mas essa não sou eu. Sou frontal demais, directa demais... tenho a língua afiada e há muito que me deixei de desculpar o que me dizem, engolindo em seco, fingindo sorrisos que nem amarelos chegariam a ser. Desaprendi.

Hoje, quando tenho algo a dizer, digo. Assim, quase que automaticamente. Um 'não gosto', 'nem pensar','não me parece' ou um simples 'não' saem sempre que os tenho que dizer, e a minha disponibilidade ficou muito condicionada. Apenas áqueles que a merecem, aqueles de quem eu realmente gosto e (muito) pouco mais...  

No ínicio ainda pensava: ''Bolas, não devia ter dito isto!'' e ficava a pensar na pessoa que se tinha chateado depois de ouvir o que eu tinha acabado de dizer... hoje penso: ''Se ouviste o que não quiseste, é porque disseste o que quiseste!'' Assim. Nem mais, nem menos.

Tinha o hábito de me obrigar a ser politicamene correcta, boa menina... excessivamente simpática e deixava-me magoar com uma facilidade tremenda. Hoje isso acabou.

Aprecio a sinceridade e pratico-a. Com os amigos, com a familia e com todos com quem me cruzo. Da mesma forma que agradeço a mesma frontalidade que têm para comigo.

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