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Por cá...

Por cá...

...

Daqui a pouco tempo completo 25 anos. Um quarto de século se preferirem... lindo!

Não consigo deixar de sentir uma ligeira frustração. Isto porque há uns anos atrás planeava outra situação para mim aos 25 anos. Situação essa que não se verifica. Falo de casa própria (ou arrendada, mas fora a asinha do pai).

A relação entre mim e ele não foi sempre boa. Aliás, é uma relação ainda complicada. Sempre estivemos juntos, zangamo-nos vezes sem conta. Desiludiu-me. Eu desiludi-o noutras vezes. Fi-lo chorar e ele fez-me o mesmo. Foi algumas (muitas) vezes injusto e houve outras tantas em que não confiou em mim. Tantas vezes senti raiva... Quem nos conhece, sabe que de toda a familia, nós dois somos os que mais chocamos um com o outro. Curiosamente e aquilo que pouca gente sabe é que ele é a pessoa que mais amo no mundo. E é nele que eu penso sempre que penso também em sair de casa. Parece estupidez (e talvez até o seja mesmo), mas eu não o quero deixar o sozinho.

E depois há ainda a questão financeira. A questão de que com um salário como o meu, que é pouco mais do que o salário mínimo nacional, eu não posso manter uma casa, no sentido de pagar renda ou prestação (nem os bancos me emprestariam dinheiro para tal, mas pronto), as contas e ainda para comer.

No entanto, digo muitas vezes ao P* que esse é um desejo meu. E esse desejo vai crescendo, crescendo... está a ser dificil esquece-lo ou nega-lo muito mais... em cada blog de decoração, em cada imagem de uma casa bonita que vejo nos vossos blogs, em cada loja que venda objectos de decoração, eu imagino um pedacinho da minha casa. Sou aquela que delira com os catálogos e folhetos da IKEA e da Moviflor, pronto...

E é por isso que tremo de cada vez que abro as notícias.

Fico angustiada de cada vez que me falam em dívida a um juro incomportável daqui a 10 anos (ora bolas, nem daqui a 10 anos pá!!), fico temerosa sempre que se falam em cortes de salários, pagamento de subsídios a título de tesouro ou qualquer outra coisa... sim, porque de certeza que o senhorio não ia aceitar o pagamento da renda em certificados de aforro.

Fico com aquele receio muidinho, a pensar que a continuar assim, saio de casa do meu pai aos 75, directa para o lar de idosos e que os pontos altos da minha vida serão os passeios com o INATEL.

Tou receosa pronto!

 

É que isto de sair de casa, mas continuar a contar com os pais para pagar as contas é muito fácil e cada vez mais na moda, mas não... não é bem esse sair de casa a que eu me refiro.

 

 

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