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Por cá...

Por cá...

Metas

Numa conversa cujo tema era o post abaixo, um colega disse-me que já tinha notado isso em mim, nas muitas coisas quotidianas, naquelas que fazemos todos os dias e que mal notamos. Sugeriu que começasse por aí. Fiquei a matutar naquilo e sim, ele tinha toda [todinha, todinha] a razão.

Só por coisas, no outro dia, quando fui ter com duas colegas, resolvi ir sozinha e levar o carro. Pedia sempre alguém que fosse comigo ou pedia boleia quando o destino era aquele local. Não estava habituada a conduzir e tenho bem presente a minha azelhisse para tal coisa, além de ter o sentido de orientação de um sapo.
Sim, podia-me perder [mas isso faria com que conhecesse lugares novos, ruas novas e aprendesse um novo caminho para o mesmo lugar]. Cheguei bem ao local e a casa cheia de orgulho de mim própria. Um medo vencido!
Ontem fomos jantar a um restaurante de fast food onde costumo ir habitualmente. Perguntaram-se logo se ia ser o costume. O costume é a unica coisa que provei ali. Gostei daquele menu na primeira vez que lá fui e por aí fiquei sempre... sei que é bom e não corro o risco de ficar com fome ou da comida me saber mal [detesto quando o jantar ou uma refeição não me sabe bem, pronto]. Ontem resolvi experimentar outra coisa... podia não gostar é certo, mas podia estar a perder um sabor novo também, podia estar a perder algo ainda melhor do que a refeição que habitualmente me sabe bem.
E não é que o jantar me caiu incrivelmente bem?!

Sei que esta minha mudança e esta minha resistência ao novo se prendem com as coisas que já vivi. Decepções que me custaram ultrapassar, discussões e palavras que me magoaram, acontecimentos que me marcaram... mas que fizeram de mim aquilo que sou hoje, isso é inegável. 
São pequenas metas sim... mas deixam-me incrivelmente satisfeita.
Com isto a confiança em embarcar em algo há muito tempo guardado na gaveta, começa a germinar...
Eu chego lá... sei que sim!