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Por cá...

Por cá...

A importância de sabermos o nosso valor

Uma das minhas maiores dificuldades quando me lancei por conta própria, foi a de precificar o meu trabalho. No inicio, ia dando ajuda em processos de pessoas que me conheciam e quando não conseguiam resolver o problema me pediam ajuda. Inicialmente, não vi problema nenhum nisso e até ia resolvendo os processos de bom grado. 

Com o tempo, vi que quando tinham que contratar ou adquirir algum produto, não era para mim que ligavam. E a conversa do ''olha, tive um acidente e agora aquilo está parado, ajudas-me por favor? Como é que eu hei-de fazer? O meu mediador não atende ou está de férias...'' começou a ser muito frequente. E lá ajudava eu, com a premissa de que estava em inicio de actividade, era uma forma de mostrar o meu trabalho e podia ser que conseguisse angariar clientes... só que não.

Houve então um dia em que do outro lado a pessoa chegou a pedir-me pelo messenger para ser eu a ligar-lhe para assim não ter que pagar a chamada... Isto num domingo à noite. Porque o mediador estava de férias e já há não sei quantos dias aguardava por uma resposta... O L. chamou-me a atenção. Que não podia ser, que isso era eu a trabalhar de graça e se fazia esse tipo de trabalho a pessoas que não tinham contratado os produtos comigo, então era justo que cobrasse.

Confesso que andava/ ando super desmotivada com a actividade, um pouco por causa disso. Ninguém gosta de trabalhar de graça, e a minha formação e percurso até aqui também me custou tempo, dinheiro e esforço.

Vai daí, outra das mudanças para o novo ano é alargar a actividade à area da consultoria e cobrar por esse meu trabalho. Se eu não o valorizar, as pessoas também não o farão. Ainda hoje, me lembrei de um cliente que tinha ficado de contratar comigo o seguro para a nova anuidade, uma vez que lhe tratei de todo o processo durante o ano passado enquanto o mediador, a quem ele comprou o contrato estava no gozo de férias. 

 

Este meu medo de cobrar pelo meu trabalho estende-se a outras áreas... durante a gravidez, fui-me entretendo com projectos DIY e algum artesanato aqui para casa, mas houve pessoas que gostaram das coisas que eu fui fazendo e foram-me pedindo igual. Quando dei por mim, estava a oferecer ou a cobrar apenas o material que gastava, ao mesmo tempo que pedia desculpa por ter que o fazer... Mais uma vez o L. chamou-me a atenção. Diz que tenho que valorizar o meu tempo, o meu esforço e dedicação... e tem razão. Modéstia à parte, sei que sou boa no que faço e esta minha atitude só serve para desvalorizar o meu próprio trabalho e consequentemente, chegar ao final do dia a sentir-me sem qualquer valor.

 

 

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