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Por cá...

Por cá...

Coincidências e reencontros

Desde há uns dias que vinha a pensar numa antiga cliente do meu anterior emprego, aquele do qual me demiti há cerca de um ano. Ontem, coincidência ou não lembrei-me de lhe ligar pelo aniversário, quando ele acontecesse, mal sabendo eu que seria hoje (bendito facebook).

A cliente em questão era uma Sra que tem mais ou menos a mesma idade que a minha mãe teria. Vive bem materialmente, mas notava-lhe alguma falta de outras coisas. Carinho e paciencia da filha, atenção do marido que mesmo sendo a boa pessoa que é, vive para o trabalho. Muitas vezes passava pelo escritório a perguntar se tinha 10 minutinhos apenas para um café. Ouvi-lhe alguns desabafos, acalmei-a de alguns medos quando diagnosticaram o tumor à filha e o contrário também foi acontecendo: fomo-nos ouvindo um pouco uma à outra. Há um ano, quando saí esgotada de um emprego que não me fazia feliz e já nem as contas me pagava, houve contactos que se foram distanciando. E esta senhora ia sendo um deles, desde há uns dias em que, sem saber porquê, me ia lembrando dela.  

Liguei-lhe hoje e senti que ficou feliz com o meu contacto. E eu fiquei ainda mais feliz, porque é tão bom sabermo-nos bem recebidos e acarinhados por alguém daquela forma. Fez-me prometer que iria aparecer para um café num dia destes e contou-me como tem sentido a minha falta, mesmo no trabalho.

As coisas não estão a correr bem, anda descontente com a empresa e que já a perderam como cliente. Que eu faço lá muita falta. Que era simpática, que ligava a resolver os problemas, que tentava tirar as duvidas na hora e mesmo quando não conseguia uma resposta que lhes agradasse, ao menos sabiam que eu tinha feito tudo. Contou-me uma outra peripécia de um desses problemas e enquanto eu a ia ouvindo, ia resolvendo o mesmo mentalmente. Um sinistro simples, com marcação de peritagem em tempo util e deslocação do veiculo sinistrado para uma oficina da rede convencionada tinham poupado todo aquele transtorno... 

Não me acho nada a ultima bolacha do pacote, nem tampouco fiquei feliz com que ouvi, mas confesso que me animou a prova de que não fui eu que falhei. Não fui eu a má profissional e muito menos a incompetente que durante todos os anos que lá trabalhou não mereceu o aumento e pior: o reconhecimento.

 

Sábado talvez lhe ligue e a convide para o pequeno-almoço. Confesso que tenho saudades dela :)

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