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Por cá...

Por cá...

Do consumismo

Desde que o reader acabou (e eu não procurei outro substituto) que a minha leitura a blogs de moda se alterou consideravelmente. E curiosamente, notei que isso se reflectiu muito na minha veia consumista.

De repente, deixei de ter urgência em comprar determinadas peças que via em fashionistas e as minhas compras diminuíram (lá está, o que os olhos não vêm…).

Depois, quando mudei de casa, em Maio do ano passado, as minhas prioridades e despesas eram outras e, claro, as minhas compras nesta área foram ajustadas. Não que tenha deixado de comprar completamente, mas comecei a comprar menos e melhor, e apenas aquilo que sentia que me fazia falta [e sem as influências dos looks do dia postados em todos os blogs, e sempre demasiado irreais para o meu dia-a-dia…]

A primeira situação fez-me perceber até que ponto é que estes blogs me influenciavam. E depois, a segunda, quando ao fim de uns tempos sem comprar nada na Zara  e afins comprei umas peças, já em saldos, que andava a namorar à muito tempo. Ao contrário do que me acontecia anteriormente, em que chegava a casa com a peça nova e a usava de vez enquando, ali tive finalmente aquela sensação que tinha quando era criança e a minha mãe me comprava ou eu recebia uma roupa nova; em que a vontade de a vestir era imediata, queria levar aquilo p’ra todo o lado, sabem como é?… Faltava-me isto quando comprava alguma coisa, porque, na verdade, uma compra nova era uma coisa muito comum, via e gostava, podia, então comprava… não tinha aquele gostinho especial de quando via uma peça na montra e andava a juntar tostões para poder compra-la…  E depois, quando finalmente entrava na loja e a dita era finalmente minha, ui, era a loucura.

Tudo isto, porque vejo posts repetidos em todos os blogs sobre os mesmos produtos, sobre as mesmas peças (a lingerie da H&M nunca foi, na minha opinião grande chaveiro, nem nunca teve qualquer direito a grande atenção por parte das ditas fashionistas, e agora, de repente é só a ultima coca-cola do deserto, querem ver?!), na rua as pessoas vestem-se todas de igual, são sempre as mesmas peças que esgotam nas lojas… são apregoadas ‘tendências’ que depois não vejo ninguém usar (não vi ninguém na rua este Inverno com um casaco rosa bébé… ainda estou à espera de ver o que acontece com a nova tendência do azul cueca!!)

Quantas vezes não acontece comprarmos determinada peça porque toda a gente usa, é gira e tal e depois chegados a casa, quando a vestimos pensamos que aquilo não diz muito connosco. Aliás, não tem mesmo nada a ver connosco e nem nos sentimos bem com ela e a dita acaba encostada no fundo do roupeiro?!

Adiante, comecei a escrever este post, para dizer que desde que reduzi as minhas compras e incursões pelo centro comercial, me sinto muito melhor, quer com a carteira quer com o que visto. E o facto de ter deixado p’ra trás algumas fashionistas (não todas, confesso, não deixei de ser gaja e de gostar destas coisas e futilidades típicas), só ajudou a reconciliar-me comigo e com o meu guarda-roupa. Coisa que às vezes me dava nervos... confesso, pronto.

Aquilo de comprar menos e melhor é mesmo verdade.

 

 

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