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Por cá...

Por cá...

Do enxoval

Hoje, em conversa com uma amiga, ela dizia-me que não fazia ideia de quanto é que uma outra amiga dela tinha gasto no enxoval do bebé. Confessou que até achava impossível ter-se filhos!

Sorri e compreendi-a. Porque eu, quando fiquei grávida e comecei a preparar o enxoval, fui a muitas lojas, vi produtos, preços e uma das coisas que notei é que nos tentam vender TU-DO! Então quando percebem que somos pais de primeira viagem é todo um festim de ofertas e coisas que serão necessárias de certeza, no entender das vendedoras - a maior parte delas sem filhos, por sinal.

Numa das vezes que visitamos uma feira de bebés e mamãs, mostraram-nos uma colher, super ergonómica, em silicone xpto que se adaptava à boca do bebé e prevenia tendinites nos pulsos porque tinha um design que a tornava articulavel. Custava para cima de 35€. Agradecemos a explicação, mas como eu não conheço ninguém que tenha ficado com tendinite por alimentar um bebé, continuamos o caminho. Vieram as ameaças com a malformaçao maxilar. Problemas de dentição e afins... Isto é só um exemplo, porque houve muito mais. Desde almofadas de amamentação a custar para cima de 100€ e mais uma parafernália de artigos que não me faziam sentido. Pelo menos a mim, nada contra quem os compra.

Já aqui disse que, talvez eu seja uma mãe muito pouco romântica nesse sentido, mas quando preparei o enxoval dela, fui muito racional, filtrei a informação e tentei encontrar um equilibrio entre o que era necessário, seguro e o que era dispensável para a nossa realidade. E que coubesse no nosso orçamento, claro.

Não vou mentir, tive a sorte de termos muita coisa oferecida e emprestada, o que nos ajudou a poupar imenso. Outras coisas adquirimos em 2ª mão, tendo em conta o bom estado das peças. E outras ainda fizemos nós. A almofada de amamentação por exemplo: encontrei os moldes com as medidas, imprimi, comprei o material e a minha sogra, prendada nestas coisas fez-nos uma. Ficou-nos por menos de 5€, quando em média custam 45€.

Na questão das roupas, fomos comprando aos poucos, procurando boa relaçao qualidade/ preço e tendo em conta o crescimento rápido que toda a gente nos conta que os bebés têm - sem descurar as mariquices dos tons rosa, dos laçarotes e folharecos.

Numa fase inicial, muito por conta deste cenário que também via em colegas minhas, de que o enxoval era assim uma coisa que nos levava rios de dinheiro, tinha muitas inseguranças... de gastar demais em coisas que não devia porque depois ia precisar disto e daquilo. Porque depois vinham pessoas dizer para não comprar porque era assim ou assado (e depois acabavam por comprar o mesmo ao gosto delas)... e eu comecei a sentir que tudo o que estava relacionado com isso me estava a dar cabo da cabeça. 

O meu conselho é: Parem e pesquisem. Perguntem a recém pais o que é que consideraram mesmo necessário e o que é que foi dispensável (surpreendam-se com a quantidade de coisas que a maior parte nem usou), adaptem isso à vossa realidade e à vossa carteira, façam uma lista e vão comprando aos poucos. 

Neste momento, posso dizer que tenho tudo preparado para a chegada dela e que, felizmente, não gastei metade do que tinha pensado que ia gastar. E estou muito satisfeita com tudo o que fomos escolhendo, comprando e recebendo para ela. 

 

 

 

 

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