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Por cá...

Por cá...

Imperdoável

Imperdoável é o que não vivi

Imperdoável é o que esqueci

Imperdoável é desistir de lutar

Imperdoável é não perdoar

 

Tive dois reis na mão

E não gostei

Vi catedrais no céu

Não as visitei

Vi carrosséis no mar

Mas não mergulhei

Imperdoável é o que abandonei

 

Vejo-me cego e confuso nesta cama a latejar

O que seria de mim sem o meu sentido de humor

Praticamente mudo sinto a máquina a bater

É o rugido infernal destas veias a ferver

 

Imperdoável é dispensar a razão

Imperdoável é pisar quem está no chão

Imperdoável é esquecer quem bem nos quer

Imperdoável é não sobreviver

 

Vejo-me cego e confuso nesta cama a latejar

O que seria de mim sem o meu sentido de humor

Praticamente mudo sinto a máquina a bater

É o rugido infernal destas veias a ferver

 

Imperdoável é o que não vivi

Imperdoável é o que esqueci

Imperdoável é desistir de lutar

Imperdoável é não perdoar

 

Não perdoar

Não perdoar

Não perdoar

 

Jorge Palma