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Por cá...

Por cá...

Sobre a lei da prioridade

Pergunto (e contra mim, grávida de 31 semanas) se é um direito ou um dever passar à frente só porque reune as condições descritas na legislação?

Com 31 semanas, pedi uma unica vez para passar à frente. Para mim (e atenção, é uma mera opinião pessoal, e por isso vale o que vale), a lei existe para quando preciso efectivamente dela... porque, apesar de ser um direiro que tenho, não a uso como direito absoluto e confesso que me faz confusão quando vejo isso acontecer.

Numa fila numa cadeia de fast food, estando eu acompanhada, optei por sentar (uma vez que estar de pé me custa um pouco) e a pessoa que me acompanhava aguardou e fez o pedido. Não fiz questão de estar ali, de pé, só para poder passar à frente, tendo eu a alternativa (e apoio) para me sentar e aguardar pela minha vez, respeitando quem estava na fila, grávido ou não!

Na praça de alimentação de um shopping cheguei a reparar num casal que sempre que um deles queria ir ao balcão pedir algo pegava no bebé para poder passar à frente, enquanto o outro ficava sentado no seu lugar. E já nem falo das pessoas que têm os bebés no carrinho e chegadas à fila pegam neles ao colo para poderem passar à frente. Apetece-me sempre dizer: ''se é criança de colo até 2 anos pode passar com ela no carrinho. Não precisa de estar ao colo!'' Adiante...

No outro dia, na fila do banco uma Sra. inistia que eu tinha que passar à frente porque tinha prioridade e mais do que uma vez me abordou nesse sentido, até que lhe fiz notar que à minha frente estava um casa idoso em que a Sra. estava de muletas e eu não tinha prioridade sobre eles. ''Ah, mas a Sra. está grávida, eles não!'' Não me dei sequer ao trabalho de contra argumentar...

Sou a favor da lei, que mais do que uma questão legal será sempre e acima de tudo uma questão de civismo, mas acredito que o civismo tem de partir de ambos os lados. Tento fazer as minhas compras no supermercado em horas mais calmas sempre que posso porque me é mais confortável e não ir a qualquer hora, porque, que se lixe, eu passo à frente, como algumas grávidas já me disseram.

Na vez em que pedi para passar à frente, estava mesmo muito cansada, doía-me o joelho que foi operado, estava tonta (possivelmente por causa do calor), e estar de pé estava a custar-me de facto imenso. Muitas outras vezes, as pessoas gentilmente me cedem a vez e eu aceito e agradeço o gesto, porque a verdade é que também noto que as coisas vão mudando nesse sentido e no geral, a lei já vai sendo respeitada sem haver a necessidade de forçarmos a passagem. 

Aos poucos começo a notar que as coisas se vão equilibrando em ambos os lados :)

 

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