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Por cá...

Por cá...

Sonhos - Outro objectivo para 2017

Acerca deste post e também destes novos acontecimentos na minha minha profissional, tenho vindo a pensar nessa coisa aí de termos sonhos. Além da pessoa referida do dito post, havia também uma amiga minha que me repetiu ao longo de todo este processo ''não devias desistir do teu sonho.'' (Estou-lhe tão grata por isto. E por outras coisas,é certo)

A verdade é que trabalhar por conta própria nunca foi um sonho. As coisas foram acontecendo. A vida levou-me a trabalhar nesta área que nunca tinha sido sequer equacionada quando andava a estudar e acabei por gostar. Aprendi imenso e modéstia à parte, sei que sou boa no que faço, por isso, após me demitir, quando comecei a pensar no que queria fazer, percebi que o que não gostava não era do trabalho em si. Comecei então a procurar trabalho na área e durante essa procura, após alguns clientes me contactarem e perguntarem quase todos o mesmo: ''porque não avanças por tua conta pá?!''as coisas foram amadurecendo na minha cabeça e com o apoio de alguns amigos e da familia, lá decidi avançar.

Lá está, não era um sonho, mas aos poucos foi-se tornando num que está a ser realizado. E isso é muito bom. 

No meio disto tudo, pergunto-me onde andam os meus sonhos? Os nossos? Quando era pequena tinha muitos. Queria ser veterinária, cabeleireira, cantora, às vezes no mesmo dia, acordava a querer ser bióloga marinha e deitava-me a querer ser contabilista... Depois vamos crescendo e aquela carga ou obrigação de 'ser racional', 'ir pela lógica' começa a prevalecer e nós vamos perdendo aos poucos a nossa capacidade de sonhar. De querer coisas. Fazer coisas. SER coisas.

Depois há também aquele sistema de crenças que todos temos e que nos limita tanto, o do ''não se pode ter tudo!' ou do 'isto não é para mim', 'é impossível'... cantamos apenas no duche porque é rídiculo cantar na rua ou por aí - lembro-me de cantar no meio da horta, com um tronco de couve a fazer de microfone para a minha vizinha que morava do outro lado da vedação. Depois cantava ela. Era uma de cada vez! 

Vai daí que comecei a pensar no que é que gostava de fazer ou aprender e que nunca o fiz... Dançar. 

Eu não sei dançar. Tenho 2 pés esquerdos. Ou direitos (não distingo a esquerda da direita, faço tudo com ambos os lados, whatever), mas gostava de aprender. Uma das coisas que me fascina são as danças orientais e todos os anos, quando vejo a exibição das bailarinas de dança do ventre penso: ''Oh pá, um dia vou aprender isto!'' Um dia... pois

Outro problema: 'Um dia...' Vamos adiando a vida, já repararam? Passamos a semana toda à espera do fim de semana. O Inverno todo à espera do Verão, O ano à espera do Natal... 

Uma das minhas amigas do facebook é professora de dança oriental. Adicionei-a exatamente por isso, já que só a conhecia de vista e por ve-la dançar (e muito bem!). Meti conversa, agendei uma aula e siga aí realizar mais um sonho. Daqueles que trago de menina e que agora em adulta, eu só não avançava porque achava que ia passar vergonha, que não fazia sentido por já ser crescidinha. Medo de parecer rídicula a abanar o ventre gordo e flácido... Logo eu que, como já disse, cantava para a Marlene, no meio da horta, o 'Chamar a musica!'

 

 

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