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Por cá...

Por cá...

...

Ela: Cortaste o cabelo?

Eu: Não!

Ela: Ah, é ripado!

 

Oi?!

Ripado? A sério?!

O meu cabelo parece ripado? 

 

Eu: Pois, não cortei não, mas vou cortar. 

 

A prova de que existe maldade pura neste mundo

... é-nos dada quando compramos uma peça de roupa com o fecho éclair atrás. Nas costas.

Daqueles impossíveis de fechar sozinhos.

Desconfio até que quem inventou isto devia ser alguém muito solitário e frustrado que queria partilhar a agonia com o resto do mundo. Ou então alguém só muito mau mesmo.

 

É que nada nos faz sentir mais miseravelmente sozinhos do que tentar vestir ou despir uma blusa, um vestido, o que for que tenha um fecho desses atrás. Aprendemos a disfarçar a solidão em todas as outras ocasiões: adoptamos um gato, enfrentamos uma ida ao cinema sozinhas para vermos a sessão e o filme que queremos sem a preocupação se o outro vai gostar. Compramos livros sozinhas. Vamos ao café sozinhas... escrevemos a vidinha no facebook ou blog, só para ter a sensação de que partilhamos o nosso dia a dia com alguém...

Mas ali, na solidão do quarto, com um fecho éclair e a agonia que ele nos dá, a solidão torna-se ainda mais clara. O maldito vestido mal feito, ou feito por alguém com muita maldade naquele coraçao, esfrega-nos isso mesmo na cara.

 

Resumindo: Trouxe um vestido para experimentar à hora do almoço. Quando voltei à loja para dizer que ia ficar com ele, a vendedora ficou tão contente e orgulhosa pelo facto de eu ter gostado tanto do vestido e por ele ficar-me tão bem que já não o tirei mais.

E eu só não consegui desapertar o fecho!!

life life

Recebi uma chamada, de nº privado é claro, supostamente do Intermarché.

Um Sr gago do outro lado da linha diz-me que tinha acabado de ganhar um vale em compras de 550€. Podia ir levanta-lo quando quisesse!!

Ora que bom... eu que nunca ganho nada, hoje ganhei mercearias de um sr gago. Perdi foi tempo e paciência, mas isto não se pode ter tudo não é assim?

 

Ah, quando ele se preparava para desligar, sei lá, achei que era importante perguntar a que supermercado poderia levantar o tal vale.

Ao do Porto!

Pronto, fiquei esclarecida. Só deve haver um Intermarché em tooodo o Porto. Exactamente aquele onde eu NUNCA fiz compras...

 

Dia 10

E ''prontes''

Já marquei consulta no dentista. Toda eu tremo.

 

Até porque não marquei no dentista que queria porque ah e tal ele não vai estar e só lá mais p'ra frente é que tinha vaga para consulta. Marquei noutro que segundo a menina ''também é muito recomendado''! [poderia lá ela dizer-me outra coisa?!]

Mas oh Ângela, é assim tão urgente?!

Não, não é... só que uma consulta que implique brocas na boca não se marca de ânimo leve e era agora ou nunca. Se não marcasse agora e adiasse, o mais certo era voltar a não ligar tão cedo. I know me

Cagunfas!

Notas da minha ausência

Já comecei a escrever vários posts sobre tantos assuntos, mas ficam sempre por publicar. Ou por acabar até.

Por nenhum motivo em especial, só porque o tempo é pouco e quando eu acabo os textos, a importância do tema na minha cabeça já foi minorando e por isso acho que já não faz sentido publicar. Outras vezes é porque enquanto escrevo, vou tomando consciência da verdadeira dimensão do ‘’problema’’ e acabo por apagar. E é aqui que tomo consciência de como às vezes vamos dar importância a coisas que, na verdade, após pensarmos com razão e com calma, vemos que na verdade não têm importância nenhuma. Por isso é que este blog serve como terapia… ainda que no fim clique em delete e que não vejam novidades aqui. 

 

 

...

Sinto que tenho a vida estagnada... tanta coisa ali no limiar do 'vai acontecer' e depois, vai-se a ver e nunca mais acontece. E eu sou uma pessoa que lida mal com a ansiedade.

Tantas ideias e quereres depois do turbilhão que se deu por aqui (que ainda está em fase de rescaldo aliás) e que nunca mais acontecem porque falta sempre uma coisinha que está quase quase a ficar resolvida... mas esse quase tem sido looongo! Está a ser dificil aceitar tantos: ''não foi desta, será da próxima!'' 

Tenho receio de começar a esmorecer de novo.

Keep Calm and Carry on eu sei. O problema é que eu me tenho ficado pelo keep calm, já que o carry on nunca mais se vê... 

Sobre aquilo das vidas darem blogues e coiso...

Quando leio esses blogs da ribalta, esses onde é tudo tão perfeito, tão harmonioso, tão cheio de felicidade e onde nunca há tempo com beliscões, onde a vida não prega rasteiras e flui com uma energia sempre boa, sempre positiva sempre tão tudo, desconfio.

E invejo um pouquinho confesso... a minha vida é cheia de altos e baixos. Há dias bons claro, mas também há dias terríveis. Há coisas e pessoas boas, muita felicidade nas pequenas coisas, mas também há desilusões, há rasteiras e coisas menos felizes (e ainda bem, são elas que me fazem crescer!), mas ali, naqueles blogues não... e ao lê-los, fico sempre a pensar, não naquelas vidas que deram (ou davam) blogues, mas sim, quantos blogs daqueles, de facto, dariam numa vida a sério!