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Por cá...

Por cá...

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O mais divertido (e triste) de toda da Eurovisão, são os comentários aos posts nos blogs. Posts de opiniões divergentes, mas nuns quantos é giro ver os mesmos comentadores a concordarem sempre com o post... Ah o efeito rebanho.

 

Se é humilhante termos ficado em ultimo... eh pá, é! Mas também é verdade que a moça com ar de quem come sono às colheres de café desafinava bués. Se por um lado se critica que a Eurovisão é uma politiquice, não se devia, por outro dizer-se que deviam ter votado em nós só porque somos o país anfitrião... Digo eu, que tenho a mania de ser do contra. No ano passado soubemos ganhar (e bem!!). Este ano devíamos saber perder. Para quem ficou em ultimo, era o minimo!

 

Catarina Furtado, três palavrinhas para ti: Wall Street Institute. De nada!

Desafio

Ora que fui desafiada aqui, sobre aquela que não há maneira de chegar... 

Vamos lá então a isto

 

 Qual é a tua cor preferida da Primavera? 

De há uns tempos para cá, ando enamorada do amarelo. É uma cor fresca e alegre :) 

 

 

 E como com ela chegam os intensos raios de sol,os óculos escuros vêm a calhar. Qual é o teu modelo preferido? 

 

Gosto dos óculos grandes que são os que me ficam melhor no rosto. Ando a gostar muito de óculos deste género:

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 O que mais gostas de fazer nesta estação? 

Passear ao ar livre. Quer no passadiço da praia ao fim da minha rua, quer no jardim, na cidade... Sentar numa esplanada a relaxar e a não fazer mais nada a não ser isso mesmo: respirar e relaxar

 

 Um perfume cujo aroma te lembre esta altura 

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 A tua coisa preferida sobre a Primavera 

As azedas nos campos. Os dias mais longos. O calor do sol no rosto. As roupas mais leves e coloridas... os morangos e as cerejas... acho mesmo que gosto de tudo nesta altura. Não fui feita para o Inverno :)

 

 

Por Lisboa

Cheguei a Lisboa no domingo à noite.

Passei o fim de semana cheia de ansiedade por deixa-la por uma semana inteira. Apesar da certeza de que ela fica bem e será bem cuidada. 

Revi a Fátima, quase uma década depois - se há coisas boas que o blog me trouxe, ela é sem duvida uma delas. - cheguei ao hotel cansada, de peito dorido sem a minha bebé, mas com uma expectativa grande em relação a isto tudo. Apesar de tudo, não escondo o entusiasmo e a felicidade em rever amigos e conhecer gente nova (que se tem revelado inspiradora). 

Ontem fomos ao Jamie Italian's  (verdadeiro repasto - tive que desapertar o botão das calças!!) e já combinamos novos encontros, numa de aproveitar bem o tempo que nos resta. Era só mesmo o S. Pedro colaborar para que se pudesse aproveitar para passear e turistar um pouco por Lisboa.

 

Quanto ao verdadeiro motivo que me trouxe aqui, o profissional, apesar da motivação e entusiasmo que mantenho, confesso que os temas abordados em formação exaustiva e continua, pelo facto de não me serem novos, tornam os dias e o tempo lá passado um pouco enfadonhos. Mas faz parte do caminho e a certeza de que as metas serão compensadoras valem por isso tudo.

 

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Com a minha promoção a mãe, colegas minhas adicionaram-me logo em grupos de mães no facebook. Confesso que pouco os sigo, lá há alguma informação que é trocada, já fiz um ou outro comentário que achei mais pertinente, mas confesso que regra geral, mal paro para ler os posts... De alguns grupos até já saí.

Eu até entendo que o objectivo dos mesmos seja a partilha de experiências e afins, troca de ideias, desabafos, mas na realidade pouco se vê disso nos ditos e faz-me alguma confusão as coisas que por lá se publicam. Não vejo mal nenhum em uma mãe perguntar se é normal com a introdução dos alimentos sólidos o bebé passar a rejeitar o leite ou se há alguma sugestão para o alivio das cólicas, mas daí a comparações entre bebés com tanta leveza de ânimo (porque o meu tem 4 meses e não dorme e o da vizinha tem 3 e dorme a noite toda... Porque o meu pesa x e o da vizinha pesa y), ou questões sobre as recomendações dos pediatras (ah porque o pediatra disse para fazer assim, mas eu não vou fazer nada disso... Porque o pediatra prescreveu não sei quê, mas eu li na net que não sei quantos... - geralmente baseiam-se sempre em textos tirados na net), já para não falar das que substituem a internet pelo próprio médico: ''O meu filho está com não sei quantos de febre desde ontem e vomita tudo o que come, o que acham que devo fazer?'' - Tipo, ir ao médico, não?! Digo eu... Depois há as respostas nos comentários, em que alguém dá sempre o nome de um medicamento qualquer porque o filho da amiga teve os mesmos sintomas e foi isso que tomou. É de mim, ou isto é completamente descabido??

Já comentei sim, no caso de rotinas de sono e sobre as cólicas, tendo sempre o cuidado de dizer que foi o que resultou comigo e com a minha filha, e que cada bebé é um bebé... 

Já nem falo sobre os posts de amamentação, em que as caixas de comentários geralmente se tornam num palco de linchamento publico em pouco tempo...

É da maternidade ou estas mulheres já seriam assim? Tenho medo, confesso... 

Do dia de ontem...

Nunca liguei muito a celebrações do dia da mulher. Fui jantar com um grupo de mulheres uma unica vez e apenas porque fui arrastada na altura pelas minhas irmãs. Foi um jantar divertido, mas para mim não teve nada a ver com o significado do dia. Nem esse jantar, nem quaquer outro, com rosas à mistura, gritinhos histéricos e um strip manhoso à mistura.

Todos os dias me levanto de manhã e ato o cabelo num coque enquanto tomo o pequeno almoço ou lavo os dentes. Assim, com o rosto bem à vista... apenas porque nasci do lado menos errado do mundo, não tenho que me tapar. Ontem, enquanto fazia isto tudo, corri pelo feed do facebook e vi a minha sobrinha de 6 anos, divertida com a mãe numa viagem à Disney... foram juntas. Tal como eu, nasceu do lado menos errado do mundo e  por isso hoje já foi à escola. E não vai ter que casar um dia destes com um homem muitos anos mais velho. 

Ouvi gente a dizer que esse dia não faz sentido. E muito bem. Ouvi gente a valorizar o dia e muito bem também. Porque nascemos do lado menos errado do mundo, somos livres de pensar e ter opinião. 

O dia faz-me sentido porque a desigualdade de género, os abusos, a violação e violentação das mulheres ainda é uma realidade neste mundo. E não é só do lado errado, é do lado menos errado também. Há uma semana atrás, noticiaram que funcionários de associações supostamente humanitárias obrigavam as mulheres a prestarem favores sexuais em troca de ajuda e ainda hoje eu não consigo pensar nisto sem me eriçarem todos os pelinhos dos braços.

Percebo o caminho que ainda há a percorrer quando me acontecem coisas como as que descrevo no post abaixo. Se fosse o pai no meu lugar, eu era a primeira a incentivar e a dizer que sim, que o bebé ficaria bem. Mas eu sou a mãe e por isso, apesar do pai me ter encorajado da mesma maneira, eu própria sinto uma culpa por ter aceite que não consigo descrever. Ainda há muito a mudar, mesmo por aqui, pelo lado que ainda não pode ser considerado o lado certo do mundo. Só um pouco menos errado.

 

Ah o Universo e o seu humor... sóquenão

Comecei a trabalhar entretanto. 

Como tinha dito aqui algures, estava numa fase de indecisão da minha vida profissional. Não sabia bem o que havia de fazer, andava meio desmotivada e por isso resolvi investir em várias frentes enquanto estava em casa com ela. Além de trabalhos de artesanato que me relaxavam e sempre davam algum gozo e dinheiro extra (ainda que não muito), continuava a fazer umas coisas na minha área e ia também enviando alguns cv's para trabalhos para os quais tinha interesse... acreditando no Universo e com a certeza de que o que fosse para mim iria acontecer.

Há duas semanas um ex colega de trabalho, que se demitiu na mesma altura que eu e seguiu o seu percurso ligou-me com uma proposta que achei perfeita. Aceitei e começamos logo a trabalhar.

Sou uma felizarda, reconheço a minha imensa sorte e estou imensamente grata por ela. Além do suporte familiar que tenho para cuidar dela sem a necessidade de creche, o dito trabalho não tem horário fixo, permite-me trabalhar a partir de casa, ou gerir os meus horários no escritório conforme me der jeito. Tenho o melhor de dois mundos: um trabalho que me preenche e a liberdade de horários para viver o meu bebé.

Mas... ontem ligaram-me. Para iniciar este projecto novo é necessária uma formação intensiva e que na altura, quando me mostraram os tópicos eu achei que era uma mais valia. E fiquei muito contente. O que só me disseram ontem é que a mesma será em Lisboa. Com uma duração de 15 dias.

Olhei para a minha filha hoje de manhã e lembrei-me disto tudo. Hoje é dia da mulher e o Universo tem umas ironias do caralho! 

Leituras

Tenho tentado retornar a velhos hábitos que com a maternidade fui deixando e que, entretanto me começaram a fazer falta. Um deles foi o exercício físico e o outro foi a leitura. Numa das feiras aqui da cidade, comprei o livro 'O meu amante de domingo' de Alexandra Lucas Coelho. Foi o escolhido, com a incerteza se iria ler até ao fim (nunca tinha deixado livros a meio, mas a falta de paciencia, cansaço e dificuldade de concentração ao final do dia, ganham-me muitas vezes). 

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Não sou critica literária ou coisa que o valha, mas estou a gostar tanto que apesar de ainda não o ter acabado, não tenho duvidas de que não faltará muito. Escrita acutilante, humor negro, o uso do palavrão à boa maneira do Norte (ou não fosse a personagem de Vila Nova de Gaia), tudo sem perder o bom gosto, a fluidez da história ou o tom comovente. Textos simples e divertidos numa história que roça o cliché (o sexo casual com o mecânico), mas sem cair em facilitismos ou novelas. 

 

 

 

Gratidão

Não considerem o post anterior como uma especie de queixume, que não é. Foi apenas um desabafo. Consigo reconhecer na minha vida e nos meus dias imensa coisa pela qual estou muito grata, além desta experiência maravilhosa que é a maternidade e da filha ainda mais maravilhosa que tenho - os clichés são verdades por alguma coisa né?!

A parte financeira está a compor-se, eu continuo à procura das minhas respostas apesar de tudo, a familia que se une, os amigos que todos os dias perguntam como é que estamos... a minha total disponibilidade e oportunidade de estar em casa com a minha bebé (acreditem que é impagável e que por muito que às vezes sinta falta de ter uma rotina minha, reconheço e agradeço a imensa sorte que tenho).