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Por cá...

Por cá...

Movimento Galp Energia Positiva :)

Ontem o meu vizinho reclamou e discutiu com a mulher e com as miúdas (filhas dela) como se não houvesse amanhã.

Ria em tom irónico, barafustava, dizias asneiras e palavrões dignos de fazer corar o Fernando Rocha e isto tudo pela noite dentro.

Uma noite normal e igual a todas as outras portanto...

Hoje de manhã enquanto tomava o pequeno almoço, deu na TV a publicidade à Galp (esses ladrões) e ao movimento energia positiva. O tal movimento consiste em comprarmos uma vuvuzela por 1€ nos postos de abastecimento da Galp e depois temos que soprar para fazer barulho (diz que é para torcer pela Selecção no Mundial).

Quem precisa de energia positiva sou eu... e por conseguinte os meus vizinhos, pois eu só vou conseguir repor energias positivamente quando ele me deixar dormir. Vai daí hoje parei na Galp à hora do almoço.

 

Agora só tenho que esperar por logo à noite... ele que me aguarde!

 

 

Mau feitio ao rubro

Tou a ouvir a RFM (passe-se a [má] publicidade) e é a TERCEIRA VEZ que passa a musica ''Don't Stop Beliving'' de Glee Cast [diz que é (mais) uma série].

 

Sou só eu que acho a voz da moça irritante?

Parece um cabrito esganiçado... credo!

Ela não canta. Ela grita.

E isso enerva-me!

 

E a musica (?!) toca, e repete e passa na rádio e repassa de novo... e eu não dou 15 min para ela tocar outra vez!

Futilidades/ Poupanças

 

Aproveitei uns dias de pasmaceira para organizar umas coisas lá em casa, entre elas o meu armário, e os meus produtos de beleza (aka perfumes, cremes, cosméticos, maquilhagem e o diabo a sete...)

Cheguei à conclusão que tenho mais do que precisava. A maior parte deles foi para o lixo depois de ter passado o prazo de validade e poucos são os que foram usados até ao fim. Neste mês que a nível financeiro foi para mim um desastre, senti que estava a deitar dinheiro ao lixo. E depois quando cheguei ao armário propriamente dito, o armário ao qual eu rogo pragas porque lá dentro nunca há nada para vestir, reparei que tenho lá imensas coisas que não uso há imenso tempo por vários motivos: ou porque precisa de uns ajustes, ou porque não gosto de algum pormenor, ou porque simplesmente estava lá escondido no meio das outras tralhas.

Separei as peças que ocupavam espaço desnecessário, sem pena, sem dó e sem remorços. Atirei as que estavam em bom estado para dentro de um saco de papel e separei para dar. As restantes foram direitinhas para o lixo. As outras arrumei e organizei de modo a que fiquem visiveis. E ainda há outras que foram direitinhas para a costureira ou para a lavandaria: um casaco preto para apertar, umas calças para fazer baínha, um blusão bege para tingir, um outro para trocar fechos e botões, uma blusa para retirar manchas...

A partir de um determinado momento, aquiri também um hábito de preparar a minha roupa de véspera. Com isto, pode parecer absurdo, mas reparo que tenho poupado dinheiro porque tenho sentido cada vez menos a falta de alguma coisa.

Estou satisfeita.

 

Oh vida ...

Lembram-se de vos ter falado dos meus vizinhos?

 

Na noite de Domingo para Segunda-Feira comemoraram a vitória do SLB à grande! ... Várias vezes!

 

Respirei fundo, revirei os olhos, dei voltas na cama...

Peguei no telemóvel decidida a chamar a polícia a ver se controlavam aquelas hormonas, mas entretanto pensei:

''O que é que eu vou dizer à Polícia?''

''Eu é que vou ficar mal!''

''Vão-se rir de mim e eu vou parecer uma ranhosa, como aquelas velhas que fazem queixa de toda a gente! Como a minha tia Alice que já denunciou os vizinhos todos daquela rua!''

''Vão pensar que sou uma portista ressabiada!''

 

Pousei o telefone e desisti!

No meio disto tudo desabafei com a minha irmã que é benfiquista e que aproveitou logo para fazer trocadilhos com a palavra PACIÊNCIA!

 

 

E 365 dias depois...

No próximo dia 1 faz exactamente um ano que estou a trabalhar neste local.

Quando me ligaram a perguntar se teria disponibilidade para começar já no próximo dia 1 de Junho, lembro-me de ter sentido o meu peito explodir. Bolas... depois de tanto tempo a aguentar um trabalho (aquela situação nunca poderia ser chamada de emprego) que me desmotivava, que me fazia sentir infeliz, que me despia de tudo, de amor próprio, de sorrisos, de vontades, de objectivos e de sonhos... ia finalmente ter um emprego a sério! Aquele emprego que eu queria. Com horários, com funções definidas, com instalações e material a sério, com colegas de trabalho, com contrato de trabalho, férias e subsidios, tal como mandam as regras.

Naquela altura, não me preocupei com o valor do ordenado. Para quem se encontrava na situação em que eu estava, isso era apenas um pormenor acreditem em mim.

Um ano depois, o balanço é muito positivo.

Já fiz amigos aqui, a Sra. do cabeleireiro ao lado cumprimenta-me todos os dias com um 'Bom dia'. O Sr. da livraria acena quando me vê chegar. O Sr. da padaria diz-me sempre o seu 'Olá, bom dia menina bonita...' e as meninas que lá trabalham já sabem o que 'o costume' é o café e aquele pão d'água quentinho com manteiga que eu sei que sai do forno pelas 9:20h da manhã.

No ínicio sentia-me presa, poucas funções delegadas, não tinha o hábito de trabalhar com alguém, já que no antigo trabalho tinha todas as funções a meu cargo, não conhecia ninguém, não sabia quem era o cliente X ou Z... e lembro-me de ter medo. Muito medo! Um ano depois, sinto-me bem! Os clientes já confiam em mim, ligam e pedem para falar comigo, sabem o meu nome...

O trabalho é feito ao meu ritmo e eu sei que não estão descontentes com ele...

 

Mas nesta altura começo a achar que realmente o valor ao fim do mês realmente conta! E um ano depois, começo sinceramente a pensar que eu merecia mais... já provei isso, já fiz por isso e o medo desta vez é de que a desmotivação apareça. Que ela se comece a instalar...

 

 

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Wikipedia Português - A enciclopédia livre:
 
Furto é a subtração de coisa alheia móvel para si ou para outrem. Difere-se do roubo por ser praticado sem emprego de violência ou grave ameaça. Sujeito ativo - Qualquer pessoa. Sujeito passivo - Qualquer pessoa. Deve ser ressaltado que a descrição típica do crime de furto exige duplo elementos subjetivos: o dolo que consiste na vontade livre e consciente de subtrair a coisa móvel e a finalidade especial contida na expressão "para ou para si ou para outrem".
 

 

 

Chamem-lhe o que quiserem: apropriação, desvio, tomar posse (?)... whatever

Eu chamo-lhe furto. E furto é crime. Punível por lei.

E entristece-me e revolta-me ver que neste caso flagrante, é ainda praticado e desculpado por quem nos governa.

 

 

...

Não falei do dia da mãe aqui. E não falei porque me lembro sempre dela dizer que o dia da mãe ''a sério'' é em Dezembro. Que as pessoas é que mudaram tudo!

Mas lembro-me dela ficar feliz com as prendinhas que recebia. Aquelas que eu fazia na escola. Os cartõezinhos, os saquinhos de cheiro e até o ambientador com sabonetes coloridos que fizemos uma vez num frasquinho de iogurte! Tinha essas prendinhas todas expostas numa estante lá no quarto... pequenos trofeus.

Lembro-me de tantas coisas meu Deus... lembro-me dos almoços ao Domingo. Das idas à praia. Dos passeios no parque, das brincadeiras neste coreto. Nos dias em que nos deixava comer calippo de morango. Dos vestidos que engomava com tanto cuidado, das tranças que nos fazia no cabelo e do modo como gostava que brincassemos com o cabelo dela.

Lembro-me do seu cabelo preto, do seu corpo alto e magro, das mãos grandes e do colo que era maior ainda! Nele cabia eu e todo o meu mundo.  

 

 

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