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Por cá...

Por cá...

...

Sinto-me perdida no meio de tanta coisa.

Tantos problemas que eu tento todos os dias ignorar. De tantas insatisfações que eu tento todos os dias compensar.

Hoje estou especialmente triste! Por muita coisa da qual eu gostaria de falar aqui, não fosse esta minha auto-censura. O respeito de não expor problemas que não são só meus.

Queria apenas que me dissessem que vai ficar tudo bem. Ainda que fosse mentira.

E é nestas alturas em que a ausência de um abraço mais se faz notar.

 

 

...

E depois aparecem aquelas alturas em que somos bombardeados por todos os lados.

Em que temos que fazer um esforço descomunal para nos pormos de pé mesmo assim... em que vemos aqueles de quem mais gostamos no fundo do poço e não podemos descer para os ajudar.

E não há nada mais destrutivo do que este sentimento de impotência que nos corrói, nos destrói e nos faz sentir assim tão pequeninos.

Quando olhamos para os nossos problemas que são abissais e mesmo assim concluimos que são pequeninos ao pé dos daqueles que mais amamos.

 

 

Vamos fazer contas...

 

Para poder usar a A29 [auto-estrada em muito más condições onde os acidentes com feridos e mortes são mais que recorrentes] terei que pagar 0.50€ por utilização. Sendo que, uso a A29 4 vezes por dia [vou almoçar a casa] gastarei a módica quantia de 2.00€ per day. Ao fim de 5 dias da semana são 10€ e ao fim das quatro semanas que normalmente tem um mês são 40€.

E agora convertemos:

2 euros são 400 escudos.

10 euros são dois contos.

40 euros são 8 CONTOS!

 

E eu ganhando o SMN [os nossos goverantes não devem fazer ideia de quanto é] e tendo a prestação do carro para pagar e a gasolina... tenho p'ra mim, assim só loucura mesmo, que vou viver em casa do meu pai até aos 70 anos! E mesmo assim, só saio de lá para ir direitinha para o ATL [não gosto da palavra asilo].

 

Ai que agora os moços do Sul e Centro vêm dizer que pagam portagem há já muito tempo e tal e que por isso não temos nada que estar indignados e coisa e tal...

Pois eu sei que se paga portagem e scuts aí há muito tempo. E quem disse que eu concordo com isso? E quem disse que é justo? E quem disse que não temos todos o mesmo direito a estar indignados com isto?

Não é justo!

Nem aí, nem no Norte nem em lado nenhum deste país tão pequeno com um custo de vida tão alto como se verifica!

 

Mas isto digo eu e o meu mau feitio!

 

Cupcakes!

 

 

 

O fenómenos Cupcakes... não se fala de outra coisa por esta blogosfera fora!

 

Alguém já provou?

São mesmo bons como dizem, ou são só madalenas com chantilly corado?

É que se realmente assim forem, eu não fico triste por não haver uma loja de cupcakes cá no Norte! Só mesmo por isso!

 

 

Nem mais... nem menos

"Segundo os jornais 'Público' e 'i', o professor de Música que se suicidou a 9 de Fevereiro deste ano, parou o carro na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, e atirou-se ao rio Tejo. No seu computador pessoal, noticiam os dois diários, deixou um texto que afirmava: 'Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio', disse o licenciado em Sociologia.
O 'i' coloca o 9B no centro deste caso, escrevendo que os problemas do malogrado professor tinham como foco insultos dentro da sala de aula, situações essas que motivaram sete participações à direcção da escola, que em nada resultaram.
E à boa maneira portuguesa, lá veio o director regional de Educação de Lisboa desejar que o inquérito instaurado na escola de Fitares esclareça este caso. Mas também à boa maneira deste país, adiantou que o docente tinha uma 'fragilidade psicológica há muito tempo'.
Só entendo estas afirmações num país que, constantemente, quer enveredar pelo caminho mais fácil, desculpando os culpados e deixar a defesa para aqueles que, infelizmente, já não se podem defender.
É assim tão lógico pensarmos que este senhor professor, por ter a tal fragilidade psicológica, não precisaria de algo mais do que um simples ignorar dos sete processos instaurados àquela turma e que em nada deram? Pois é. O ‘prof’ era maluco, não era? Por isso, está tudo explicado.
A Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), à boa maneira portuguesa, colocou psicólogos na tal turma com medo que haja um sentimento de culpa. E não deveria haver? Não há aqui ninguém responsável pela morte deste professor? Pois é, era maluco, não era?
José Joaquim Leitão afirmou que os meninos e meninas desta turma devem ser objecto de preocupação para que não haja traumas no futuro. 'Temos de nos esforçar para que estas situações possam ser ultrapassadas. Trata-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar pela negativa', afirmou.
Toca a tomar conta dos meninos e meninas porque não pode haver um sentimento de culpa. É verdade! O ‘prof’ era louco, não era?
Não estou a dizer que haja aqui uma clara relação causa-efeito. Mas alguma coisa deve haver. Existem documentos para analisar, pessoas a interrogar, algumas responsabilidades a apurar. Por isso, neste 'timing', a reacção da DREL é desequilibrada. Só quem não trabalha numa escola ou não lida com o ambiente escolar pode achar estranho (colocando de lado a questão do suicídio em si) que um professor não ande bem da cabeça pelos problemas vividos dentro da sala de aula em tantas escolas deste país.
Não se pode bater nos meninos, não é? Os castigos resultantes dos processos disciplinares instaurados aos infractores resultam sempre numa medida pedagógica, não é? Os papás têm sempre múltiplas oportunidades para defenderem os meninos que não se portaram tão bem, não é? É normal um aluno bater no professor, não é? É normal insultar um auxiliar, não é? É normal pegar fogo à sala de aula ou pontapear os cacifes, não é? É normal levar uma navalha para o recreio, não é? É também normal roubar dois ou três telemóveis no balneário, não é? E também é normal os professores andarem com a cabeça num 'oito' por não se sentirem protegidos por uma ideia pedagógica de que os alunos são o centro de tudo, têm quase sempre razão, que a vida familiar deles justifica tudo, inclusive atitudes violentas sobre os colegas a que agora os entendidos dão o nome de 'bullying'?
De que valem as obras nas escolas, os 'Magalhães', a educação sexual, a internet gratuita ou os apelos de regresso à escola, uma espécie de parábola do 'Filho Pródigo' do Evangelho de São Lucas (cap.15), se as questões disciplinares continuam a ser geridas de forma arcaica, com estilo progressista, passando impunes os infractores?
Só quem anda longe do meio escolar é que ficou surpreendido com o suicídio do pequeno Leandro ou com o voo picado para o Tejo do professor de Música. Nas escolas, antigamente, preveniam-se as causas. Hoje, lamentam-se, com lágrimas de crocodilo, os efeitos. O professor era louco, não era? Tinha uma clara fragilidade psicológica, não tinha? Pobre senhor. Se calhar teve o azar de ter que ganhar a vida a dar aulas e não conheceu a sorte daqueles que a ganham a ditar leis do alto da sua poltrona que, em nada, se adequam à realidade das escolas de hoje."

 

Aqui

 

 

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