Esta manhã acaba a tal formação de que falei aqui. Foi penosa.
Eu gosto sempre de aprender, fazer formações, estudar… gosto dessa responsabilidade e de ter essas metas, mas esta, como já disse veio em péssima altura. Foi difícil manter a concentração ou o interesse.
Ontem quando fiz o este final em regime e-learning e olhei para a classificação até chorei. Arrumei as coisas e fui dormir. A ideia era acalmar-me e hoje de manhã, aproveitava para esclarecer as ultimas duvidas, e rever toda a matéria (que é muita!) Só que o trabalho ainda não parou de cair em cima da minha secretaria e eu já despachei 1037 assuntos, o tempo voou e já são quase 11:30. Tenho menos de uma hora para me concentrar um pouco nesse assunto, fora as 30 vezes em que já fiquei sem net.
Se fosse uma manhã daquelas que eu precisasse que passasse rápido, provavelmente não ia ter muito que fazer e ainda seriam 9:10!!!
Ontem, saí do trabalho, pedi ao Universo que me guiasse e iluminasse o caminho (isto em situações de despespero a gente precisa é de luz e orientação) e segui com o carro até encontrar estacionamento perto do destinho a que me tinha proposto.
Só me resta bater às portas de quem me pode ajudar se quiser. Corri até o encontrar e abri o meu coração... as lágrimas jorraram e agora só me resta que do outro lado chegue a boa vontade e a ajuda que neste momento me faz tanta falta.
Entretanto, de regresso passei por uma loja em que davam o que precisassemos. Sorri e assim fiz :)
Agora façamos figas, acreditemos e venham as boas notícias que já é tempo de chegarem também:
Neste momento da minha vida encontro-me envolvida sem querer num turbilhão de problemas, tão feios e cabeludos que quando eu os conto a alguém fico com a sensação de que a pessoa do outro lado acha que metade é uma inverdade, que não pode ser tão mau e que estou decerto a exagerar. Tão mau que quando me dizem ‘’ao menos tens saúde, se fosse doença seria pior!’’ eu calo-me e sem querer na minha mente surge imediatamente a questão ‘’será?’’.
É horrível vivermos sem saber o dia de amanhã, afundados na impotência, no medo e no desespero, ao mesmo tempo em que tentamos a todo o custo manter a raiva afastada de forma a não ficarmos envenenados pela mesma, enquanto que o sangue pulsa nas veias a lembrar-nos que somos humanos e a raiva é só o sentimento normal de quem foi posto nesta situação sem querer. E sobretudo sem merecer.
Há alturas, como a deste preciso momento em que só tenho medo e frio. Em que duvido da minha sanidade mental e para ter a certeza que ainda cá estou me ponho a escrever. Na esperança que à medida que vou descarregando estas (meias)palavras aqui no blog, descarregue também os fardos que carrego. O problema é que ao fim destas linhas, não me sinto em nada mais leve. E a minha auto-censura, o medo e a humilhação não me deixam ser mais clara.
Queria acabar o post com um ‘’Resta-me qualquercoisa…’’ mas a verdade é que não me resta nada. Não me resta mais nada do que ir acordando de manhã sem saber o que vai acontecer ao longo do dia, e deitar à noite, agradecendo porque ao menos hoje, as coisas não pioraram.