Voltei ontem ao ginásio depois de umas 3 semanas sem lá ir (contingências da vida e birras do meu quase ex-carro), e descobri, da pior maneira possível o que era o camel toe
Nunca mais serei a mesma.
(Para quem não sabe o que é, olha, googlem. Mas sentados, preparados psicológicamente e após respirar fundo).
Uma das minhas grandes dificuldades era aceitar quando um ciclo chegava ao fim. O abrir mão. O deixar partir. Eu própria partir e encerrar capítulos.
Ficava ali, em lamentos, em ‘Porquês?’ e ‘e ses’ que nunca tinham resposta. Custava-me entender e aceitar que não tinha que haver resposta. Adiava perdas e lutos que sabia que iriam acontecer mais cedo ou mais tarde. E enquanto isso, ia sofrendo mais um bocadinho, com medo de um fim que já sabia certo.
Tentava, ao mesmo tempo manter o passado e viver o presente e, sem me dar conta, isso ia fazendo com que eu adiasse o que estava para vir. E por causa disso, eu própria me fui adiando.
Agora, por força de muitas circunstâncias, muitos capítulos foram encerrados. E por muito difícil que esteja a ser, há que agarrar nos novos, fazer das dificuldades novas oportunidades e tentar reconhecer-me no meio disto tudo. Fechar portas, sacudir o pó e abrir janelas.
E, como nas estações do ano, esperar que o Inverno passe, para que nos chegue, finalmente a Primavera.