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Por cá...

Por cá...

Dos ciclos

Uma das minhas grandes dificuldades era aceitar quando um ciclo chegava ao fim. O abrir mão. O deixar partir. Eu própria partir e encerrar capítulos.

Ficava ali, em lamentos, em ‘Porquês?’ e ‘e ses’ que nunca tinham resposta. Custava-me entender e aceitar que não tinha que haver resposta. Adiava perdas e lutos que sabia que iriam acontecer mais cedo ou mais tarde. E enquanto isso, ia sofrendo mais um bocadinho, com medo de um fim que já sabia certo.

Tentava, ao mesmo tempo manter o passado e viver o presente e, sem me dar conta, isso ia fazendo com que eu adiasse o que estava para vir. E por causa disso, eu própria me fui adiando.

Agora, por força de muitas circunstâncias, muitos capítulos foram encerrados. E por muito difícil que esteja a ser, há que agarrar nos novos, fazer das dificuldades novas oportunidades e tentar reconhecer-me no meio disto tudo. Fechar portas, sacudir o pó e abrir janelas.

E, como nas estações do ano, esperar que o Inverno passe, para que nos chegue, finalmente a Primavera.