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Por cá...

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Infâncias

Um dos meus part-times é num ATL, e estar com os miudos (e pais) todos os dias fez-me ver que muitas coisas mudaram desde que eu era miuda e andava na escola.

Uma vez pedi à minha mãe para me inscrever numa actividade qualquer (não me lembro qual, eu queria fazer muita coisa na altura). Disse que tinha que ver bem. Porque tinha a escola, os TRABALHOS DE CASA, a catequese e depois não tinha tempo para mais nada, nem para brincar com os amigos. Uns anos depois fiz ginástica ritmica. Adorei. Como nunca soube nadar bem e a natação era o desporto saudável e completo por excelência na altura (e vá, porque quase toda a gante praticava), pedi ao meu pai para me inscrever (a minha mãe já tinha partido entretanto). Respondeu-me a mesmíssima coisa. Além disso, já tens a ginástica. 

Lembro-me também de quando fazia asneira. Umas vezes eram uns ralhetes, outras o castigo e muitas delas a tal palmada. Na adolescência, essa fase da parvalheira, tenho noção das muitas asneiras que lhe disse da boca p'ra fora e que resultaram num estalo bem assente nos dentes como ele dizia. Para aprender a não ser malcriada, respondona ou mal educada. Se estava correcto? Não sei. Se me traumatizou? Não! 

Isto tudo por causa desta nova moda de educar pela palavra e não pela palmada. Não defendo a violência e o bater por bater, mas se me perguntarem das discussões, muitas das coisas que o meu pai me disse ainda hoje me ecoam no peito. E no outro dia, uma das meninas do ATL, educada pela palavra, teve uma discussão com a minha colega, com os outros meninos e posteriormente ignorou a mãe quando foi chamada a atenção. A discussão entre elas subiu de voz com coisas muito feias ditas uma à outra. Pergunto-me o que será mais traumatizante. Ouvir e dizer aquilo, ou levar uma palmada para aprender. 

E a agenda dos miudos? Mais preenchida do que a minha quando tinha 4 empregos. Escola, natação, esgrima, ballet, ATL, catequese, futebol, musica... depois é ver os pais comentarem que não deveriam haver trabalhos de casa porque as crianças andam sobrecarregadas e não têm tempo para brincar e para serem crianças. 

O N. tem 7 anos e vai de tablet para escola. Para brincar e ser criança. Right..

 

 

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